top of page

Violência Doméstica - Quando o amor vira ameaça: a denúncia que escancara a violência doméstica e o silêncio que ainda mata mulheres

O que deveria ser um lar seguro se transformou em cenário de medo, dor e quase morte. A denúncia feita pela médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante contra o cantor paraibano João Lima não é apenas mais um caso policial — é um grito urgente que ecoa por milhares de casas brasileiras onde a violência ainda é abafada pelo silêncio.

 

Segundo o relato da vítima, divulgado após a circulação de imagens de agressão dentro da residência do casal, em João Pessoa, o episódio mais grave foi uma tentativa de homicídio por sufocamento. Raphaella afirma que, em meio às agressões, chegou a acreditar que não sairia viva. “Ele tentou me sufocar. Eu não conseguia respirar”, declarou, com a voz de quem sobreviveu por pouco.

 

A médica conta que a violência começou poucos dias após o casamento, que durou cerca de dois meses. As agressões teriam se tornado frequentes, muitas vezes motivadas por crises de ciúmes ou sem qualquer explicação aparente. Em um dos momentos mais chocantes, já debilitada, ela relata ter sido levada à força para o banheiro, onde tentou se proteger de novos golpes usando o próprio braço — justamente o direito, essencial para sua profissão.

 

Após o ataque, o agressor teria deixado a casa como se nada tivesse acontecido, abandonando a vítima sozinha, ferida e em estado de choque. Mesmo assim, Raphaella demonstrou lucidez e coragem ao pensar imediatamente na importância das provas. Sua preocupação era garantir registros que a protegessem e impedissem que a violência fosse negada ou invisibilizada — uma realidade comum para muitas mulheres.

 

Com a divulgação do vídeo nas redes sociais, João Lima passou a ser formalmente acusado de violência doméstica. Raphaella compareceu à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, acompanhada da mãe e de sua advogada, onde registrou boletim de ocorrência. Segundo a defesa, o cantor já estaria sendo monitorado pelas autoridades, e uma prisão pode ocorrer a qualquer momento, dependendo do avanço das investigações.

 

O portal LeoDias informou que tentou contato com o acusado, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O espaço permanece aberto para manifestações futuras, como determina o compromisso com a informação responsável.

 

O que esse caso revela para o povo?

 

Este episódio expõe uma ferida social profunda: a violência doméstica não escolhe classe social, profissão ou visibilidade pública. Ela acontece em silêncio, dentro de casas, muitas vezes mascarada por status, fama ou aparências. Quando uma mulher denuncia, ela não fala só por si — ela fala por milhares que ainda não conseguem.

 

Casos como esse reforçam a importância das delegacias especializadas, das redes de apoio e, principalmente, da escuta sem julgamento. Denunciar salva vidas. A omissão, ao contrário, fortalece o agressor.

 

Falar sobre isso dói, mas calar dói muito mais.

 

👉 Até quando mulheres precisarão quase morrer para serem ouvidas?


Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto: Internet


Comentários


  • Youtube
  • Instagram
  • Facebook

©2025 Papo de Artista Bahia - Todos os direitos autorais reservados.​

(71) 98682-7199
bottom of page