🎬 Cinema para todos: quando o ingresso barato vira acesso à cultura e esperança nas salas escuras de Salvador
- Nilson Carvalho

- há 18 horas
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Entre telas, pipoca e emoção, a Semana do Cinema mostra que cultura não pode ser privilégio.
Entre os dias 5 e 11 de fevereiro, Salvador vai viver uma experiência que vai além do entretenimento. A Semana do Cinema 2026 chega com ingressos a partir de R$ 10, proposta que promete encher as salas e reacender algo que anda em falta para muita gente: o direito de sonhar, se emocionar e acessar a cultura.
Grandes redes como Cinemark, UCI e Cinépolis já confirmaram adesão à campanha, oferecendo ingressos a R$ 10 para sessões até as 17h e R$ 12 após esse horário, válidos para todos os filmes em cartaz — nacionais e internacionais. Até as salas VIP entram na iniciativa, com valores a partir de R$ 20, algo impensável para boa parte da população em dias comuns.
Muito além do lazer
Para quem vive a realidade do salário apertado, ir ao cinema virou luxo. A Semana do Cinema quebra essa barreira e prova que preço acessível também é política cultural. É permitir que famílias, jovens das periferias, estudantes e trabalhadores voltem a ocupar um espaço que sempre foi de encontro, reflexão e emoção coletiva.
A ação também inclui combos promocionais, como pipoca média com dois refrigerantes por R$ 30, mostrando que a experiência completa pode caber no bolso — algo raro nos tempos atuais.
Cultura que movimenta a cidade
Não é só o público que ganha. A última edição da campanha, realizada em agosto de 2025, vendeu 3,4 milhões de ingressos em todo o Brasil, fortalecendo o setor cinematográfico, gerando empregos temporários e movimentando a economia local. Quando o cinema lota, toda a cadeia cultural respira.
Idealizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), com apoio da Abraplex, a iniciativa chega à sua oitava edição mostrando que democratizar o acesso à cultura dá resultado.
O desafio que fica
Mas a pergunta que ecoa é: por que o cinema só fica acessível em semanas promocionais? A campanha é louvável, necessária e eficiente, mas também escancara uma ferida social: o acesso à cultura no Brasil ainda depende de ações pontuais. Cultura não deveria ser exceção no calendário, e sim política permanente.
“A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”
Levar o povo de volta às salas de cinema é um gesto de gentileza social, educativa e humana. Porque quando alguém se reconhece numa tela, algo muda por dentro.
E você, acha que iniciativas como a Semana do Cinema deveriam acontecer mais vezes ao ano?
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🛑 O silêncio também mata.
Por: Nilson Carvalho
Jornal Papo de Artista Bahia







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