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TERROR NO METRÔ: QUANDO O CAMINHO DO TRABALHO VIRA CENÁRIO DE MEDO EM SALVADOR


Por: Nilson Carvalho


Violência em plena luz do dia escancara a urgência de mais segurança e cuidado com o povo

 

O que era para ser apenas mais uma manhã comum virou pânico, gritos e correria na Estação Pirajá, em Salvador. Duas pessoas foram brutalmente feridas a faca durante uma tentativa de assalto dentro do metrô — um dos espaços que deveria simbolizar mobilidade, segurança e dignidade para quem depende do transporte público todos os dias.

 

Segundo informações oficiais, um homem de 37 anos invadiu o banheiro feminino armado com uma faca e atacou uma jovem de 27 anos. Em um ato de coragem e desespero, o irmão da vítima, de 33 anos, tentou defendê-la e acabou também ferido. A cena chocou passageiros, funcionários e expôs, mais uma vez, a sensação de vulnerabilidade que ronda a população trabalhadora.

 

O agressor foi contido por agentes da CCR Metrô e preso em flagrante pela Polícia Militar. As vítimas foram socorridas pelo Samu e encaminhadas ao Hospital Geral do Estado. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde, o que aumenta a angústia de familiares e da sociedade.

 

Mais que um crime, um alerta social

 

Sob o olhar de um ativista social, este caso vai além da manchete policial. Ele revela feridas profundas: a falta de políticas eficazes de prevenção à violência, a ausência de ações contínuas de saúde mental e a necessidade urgente de reforço na segurança dos espaços públicos.

 

O metrô é o coração pulsante da cidade. Por ali passam trabalhadores, estudantes, mães, idosos. Quando esse espaço se transforma em palco de violência, toda a sociedade adoece. A prisão do suspeito é necessária, mas não suficiente. O povo precisa de prevenção, acolhimento, presença do Estado e respeito.

 

E agora, quem protege o cidadão?

 

A CCR Metrô informou que está colaborando com as autoridades, mas a pergunta que ecoa é simples e dolorosa: quantos precisam sangrar para que medidas mais eficazes sejam tomadas? Segurança não pode ser apenas resposta após o crime; precisa ser compromisso diário.

 

O medo não pode ser o companheiro de quem sai cedo de casa para garantir o pão de cada dia. Salvador precisa escolher cuidar mais da vida do seu povo.

 

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Segurança pública é direito, não privilégio. Até quando vamos normalizar o medo?

 

Foto: Internet


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