SALVADOR VIRA PALCO DO BRASIL: FÉ, MÚSICA E POVO NA MAIOR VIRADA POPULAR DO PAÍS
- Nilson Carvalho

- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia
Salvador não apenas celebra o Natal e a chegada do Ano Novo. Salvador pulsa, acolhe, trabalha e resiste. Entre os dias 25 e 31 de dezembro, a capital baiana se transforma novamente em um grande palco democrático, onde fé, cultura, diversidade e economia caminham juntas no Festival Virada Salvador, na Arena O Canto da Cidade, na orla da Boca do Rio.
Sob o olhar atento de quem vive a cidade de perto, é impossível negar: eventos dessa magnitude vão além do entretenimento. Eles geram emprego, renda, visibilidade e pertencimento. Segundo dados da Prefeitura, cerca de 1 milhão de pessoas devem circular pela arena, enquanto Salvador recebe 291 mil turistas, movimentando quase R$ 600 milhões na economia local. Para ambulantes, artistas, técnicos, seguranças, profissionais da limpeza e do transporte, essa festa significa comida na mesa e dignidade.
DA FÉ AO AXÉ: UMA PROGRAMAÇÃO QUE REPRESENTA O POVO
A Virada começa com espiritualidade e termina em explosão cultural, refletindo a pluralidade da Bahia.
Quinta (25/12)
• Padre Jaciel Bezerra – 16h
• Santa Missa com Dom Gilvan Pereira
• Frei Gilson – a partir das 19h
Sexta (26/12)
• Roberto Carlos – a partir das 19h
Sábado (27/12)
• Parangolé
• Léo Santana
• Wesley Safadão
• Léo Foguete
Domingo (28/12)
• Edson Gomes
• Claudia Leitte
• Simone Mendes
• Pablo
• Tony Salles
Segunda (29/12)
• Durval Lelys
• Nattan
• Natanzinho Lima
• Matheus e Kauan
• Psirico
Terça (30/12)
• Olodum
• Alok
• Bell Marques
• Belo
• Felipe Amorim
Quarta (31/12)
• Xanddy Harmonia
• Jorge & Mateus
• Ivete Sangalo
• Mari Fernandez
• Manu Bahtidão
• Timbalada
É a música como ferramenta de encontro, identidade e resistência cultural.
ESTRUTURA, SEGURANÇA E DIREITO DE IR E VIR
Diferente de muitos eventos Brasil afora, Salvador aposta numa megaoperação integrada. Transporte com linhas especiais, trânsito monitorado, mais de 500 agentes da Guarda Municipal, saúde 24h com leitos equipados, Wi-Fi gratuito, limpeza reforçada, acessibilidade, acolhimento às mulheres e proteção às crianças.
Isso não é luxo. É respeito ao povo.
MAS A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Eventos assim mostram o poder da cultura como motor econômico e social. Porém, também escancaram um desafio: essa riqueza gerada precisa chegar de forma permanente às periferias, aos artistas locais e aos trabalhadores invisibilizados no resto do ano. Festa não pode ser só vitrine — precisa ser política pública contínua.
Ainda assim, negar o impacto positivo seria fechar os olhos para quem depende dessa engrenagem para sobreviver.
SALVADOR MOSTRA QUE SABE FAZER — E O POVO RESPONDE
Quando há organização, investimento e respeito, quem ganha é a cidade. O Festival Virada Salvador é prova viva de que cultura não é gasto: é retorno social, econômico e humano.
Que essa festa não seja apenas celebrada, mas debatida.
Compartilhe, comente e reflita: cultura gera renda, dignidade e consciência — e o povo precisa estar no centro dessa história.
Foto: Internet







Comentários