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“SALVADOR ILUMINADA: NATAL DE LUZ OU ILUSÃO? O ESPETÁCULO QUE ENCANTA O OLHO, MAS PRECISA TOCAR O CORAÇÃO DO POVO”

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Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia

 

Salvador se prepara para viver, entre 5 de dezembro e 6 de janeiro, uma das maiores edições do Natal Salvador — um verdadeiro espetáculo de luz, fé e grandiosidade. O Centro Histórico vai se transformar num corredor brilhante, com vilas natalinas, shows gratuitos, decoração em mais de 30 avenidas e até uma árvore de 18 metros equipada com tecnologia de LED inteligente.

 

É bonito? É sim.

Encanta? Encanta.

Mas como ativista social, eu pergunto: esse brilho chega igual para todo mundo… ou só ilumina quem está no caminho certo?

 

Porque festa boa é aquela que não só deslumbra — mas que alcança, transforma e devolve dignidade ao povo.

 

 O QUE VEM POR AÍ: UM NATAL DE RESPEITO OU DE APARÊNCIA?

 

A prefeitura anunciou uma programação de encher os olhos:

 

Show gratuito de Roberto Carlos no dia 26, às 17h, na Arena O Canto da Cidade.

 

Santa Missa com Frei Gilson, dia 25, às 19h.

 

Desfile da Corte Soteropolitana do Menino Jesus com 800 participantes.

 

Corredor de som e luz da Rua Chile com 25 milhões de microlâmpadas.

 

Vilas natalinas, presépio oficial, shows de corais e orquestras, rota gastronômica, carrossel, casa do Papai Noel e programação religiosa espalhada pelo Centro Histórico.

 

As autoridades vibraram:

O prefeito Bruno Reis garantiu que Salvador entrega “uma edição histórica”.

A vice-prefeita Ana Paula Matos reforçou que este é o “Natal da inclusão”.

 

E aí surge outra pergunta necessária:

inclusão para quem?

Para o turismo? Para as fotos? Ou para quem luta para sobreviver na cidade todos os dias?

 

 NATAL É LUZ — MAS TAMBÉM É RESPONSABILIDADE SOCIAL

 

Não basta iluminar avenidas se muita gente ainda anda na escuridão da falta de oportunidade.

Não basta erguer árvore de 18 metros se falta sombreamento, cuidado e apoio para quem vive nas ruas.

Não basta falar de inclusão se a periferia não sente o impacto dessa festa.

 

Mas é claro: existem pontos positivos — e muitos.

 

O comércio do Centro Histórico se aquece.

 

A cadeia produtiva da cultura respira.

 

Turistas movimentam a economia local.

 

Artistas, artesãos e trabalhadores informais ganham novas chances.

 

Crianças e famílias têm acesso gratuito a momentos que jamais poderiam pagar.

 

Se a prefeitura conseguir chegar à base, ao morro, ao subúrbio, com ações que ultrapassem o centro turístico e abracem quem é historicamente esquecido — aí sim teremos um Natal digno.

 

QUE ESTE NATAL NÃO SEJA APENAS UM CENÁRIO — MAS UM DESPERTAR

 

O Natal é mais do que luz.

É mais do que música.

É mais do que consumo.

 

Natal é propósito, é cuidado, é reconexão.

É olhar para o outro, e não só para o enfeite.

É acolher quem sofre, e não só aplaudir quem brilha.

 

Que essa grande festa não seja apenas para encher a cidade de turistas, mas para encher a vida do nosso povo de esperança real.

Porque luz bonita é aquela que chega onde as câmeras não vão.

 

“O brilho do Natal só vale a pena quando ilumina a vida de quem mais precisa. Compartilhe e faça essa luz alcançar mais corações.”

 

Foto: Internet


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