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QUANDO O TALENTO SE CALA CEDO DEMAIS: O ADEUS À PROMESSA DA GINÁSTICA BRASILEIRA


Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia

 

O esporte brasileiro amanheceu mais silencioso, mais triste e com o coração apertado. Aos 18 anos, a jovem ginasta Isabelle Marciniak, campeã brasileira de ginástica rítmica e considerada uma das grandes promessas do país, nos deixou em Curitiba, vítima de um linfoma de Hodgkin. Uma perda irreparável não apenas para a família, mas para toda uma geração que acreditava no poder transformador do esporte.

 

Isabelle não era apenas uma atleta. Era símbolo de disciplina, esperança e futuro. Natural de Araucária, no Paraná, ela mostrou desde muito cedo que talento, quando aliado à dedicação, pode romper barreiras sociais e inspirar sonhos. Aos 14 anos, já escrevia seu nome na história ao conquistar o Campeonato Brasileiro “Ilona Peuker”, em Florianópolis. Mais tarde, integrou o trio adulto do Clube Agir, reafirmando seu compromisso com a excelência e o trabalho em equipe.

 

Mas a vida, por vezes, impõe lutas duras demais. Nos últimos meses, Isabelle precisou interromper os treinos para enfrentar o tratamento contra o câncer. A batalha foi travada com coragem, apoio da família e solidariedade de quem acreditava nela. Houve vaquinha, houve corrente de fé, houve esperança. Ainda assim, a doença venceu uma guerra injusta.

 

Sob o olhar de um ativista social, essa história também nos provoca reflexão. Quantos jovens talentos adoecem longe dos holofotes sem acesso adequado à saúde, ao tratamento e ao apoio necessário? O esporte salva, educa, transforma — mas ele também precisa ser protegido, acompanhado e assistido em todas as fases da vida do atleta. Isabelle teve apoio, mas quantos não têm?

 

A Federação Paranaense de Ginástica resumiu bem o sentimento coletivo: a história, a paixão e a lembrança de Isabelle precisam seguir vivas como inspiração. Ela nos lembra que medalhas brilham, mas a vida vale muito mais.

 

Isabelle deixa seus pais, Michelle e Marcelo Marciniak, e um legado que não cabe em pódios. Cabe no coração de quem acredita em um Brasil onde o esporte é caminho de dignidade, inclusão e humanidade.

 

Nossos sentimentos. Que Deus conforte toda a família neste momento de dor profunda.

 

Que a história de Isabelle não seja apenas despedida, mas um chamado: compartilhe, reflita e ajude a transformar o cuidado com nossos jovens talentos em prioridade.

 

Foto: Internet


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