Quando o Sangue Falta, a Vida Para: Hemoba Faz Alerta Urgente e Convoca a Consciência do Povo Baiano
- Nilson Carvalho

- 14 de jan.
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho
A Bahia está diante de um alerta que não pode ser ignorado. A Hemoba anunciou que todos os tipos sanguíneos estão em nível crítico, com estoque suficiente para apenas 24 horas de atendimento em toda a rede pública de saúde. Não é exagero dizer: vidas estão por um fio.
Em um período marcado por férias, festas e aumento do fluxo nas estradas, cresce também o número de acidentes, cirurgias de emergência e atendimentos hospitalares. Enquanto isso, o número de doadores despenca. O resultado é uma conta que não fecha — e quem paga é o povo mais vulnerável: crianças, idosos, pacientes oncológicos, pessoas em tratamento contínuo e vítimas de urgência.
Sob o olhar de quem luta diariamente por justiça social, essa realidade escancara um problema que vai além da saúde: falta de consciência coletiva. Doar sangue não dói, não custa dinheiro e leva poucos minutos, mas pode significar anos de vida para alguém. Mesmo assim, muitos viram o rosto, seguem a rotina e deixam para depois. Só que, para quem está numa maca esperando uma transfusão, o depois pode não existir.
A Hemoba tem feito sua parte, montando pontos móveis e ampliando horários para facilitar o acesso da população. Até sábado (17), há ponto de doação no Salvador Shopping, das 8h às 17h. Durante todo o mês de janeiro, o Shopping Bela Vista também recebe doadores, de segunda a sábado, das 9h às 18h. Além disso, unidades fixas funcionam em hospitais estratégicos da capital, garantindo estrutura, segurança e acolhimento.
Os critérios são simples e acessíveis: estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 69 anos (com regras específicas para menores e maiores de 60). Não é preciso estar em jejum, apenas seguir orientações básicas. Ou seja, a maioria das pessoas pode doar.
A pergunta que fica é direta e incômoda: se você pode salvar uma vida hoje, por que não fazê-lo? A falta de sangue não é problema da Hemoba, nem do governo apenas. É um problema social, humano, coletivo. Quando o estoque zera, não importa classe social, bairro ou ideologia — a morte não escolhe.
Doar sangue é um ato silencioso, mas poderoso. É resistência, é empatia, é amor em estado líquido. E, neste momento, é também um ato de urgência.
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O silêncio também mata.
Foto: Internet







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