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QUANDO O MAR CALA UMA FAMÍLIA: BUSCAS POR EMPRESÁRIO MOBILIZAM O LITORAL E EXPÕEM A FRAGILIDADE DA VIDA


Por: Nilson Carvalho

 

O mar, que tantas vezes é sinônimo de lazer, liberdade e alegria, também pode se tornar cenário de angústia, silêncio e dor. Desde a noite do último domingo (4), o Litoral Norte de Santa Catarina vive dias de apreensão com o desaparecimento do empresário Jhon Pool Pacheco, de 35 anos, após um acidente envolvendo uma moto aquática entre as praias de Porto Belo e Balneário Camboriú.

 

Nesta terça-feira (6), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina entrou no segundo dia de uma força-tarefa intensa e ininterrupta. Helicópteros cortam o céu, drones com câmeras térmicas vasculham áreas de difícil acesso, embarcações varrem o mar e equipes terrestres percorrem trilhas e costões. É o Estado em movimento diante da esperança de uma família que se recusa a desistir.

 

Quem é Jhon Pool Pacheco?

 

Jhon não é apenas mais um nome nas estatísticas. Ele é pai de três crianças pequenas, marido, atleta amador e sócio-administrador de uma rede de restaurantes japoneses que gera empregos e movimenta a economia local. Natural de Balneário Camboriú, morava em Camboriú e era conhecido pela disciplina, pelo amor ao esporte e pelo espírito empreendedor.

 

Familiares descrevem um homem ativo, praticante de jiu-jitsu e maratonista, alguém que cuidava do corpo, da mente e da família. Justamente por isso, os bombeiros trabalham com a hipótese de que ele possa ter conseguido alcançar terra firme e se abrigado em alguma área de mata — uma esperança que mantém as buscas ainda mais intensas.

 

O que se sabe até agora

 

Segundo informações oficiais, Jhon pilotava a moto aquática acompanhado de um amigo de 25 anos, primo de sua esposa. Durante o trajeto marítimo, ambos caíram na água e não conseguiram retornar ao jet ski. Horas depois, o amigo foi encontrado com vida, flutuando a cerca de 400 metros da costa, usando colete salva-vidas e em estado de exaustão extrema.

 

A moto aquática foi localizada encalhada na Praia do Estaleiro pela própria esposa de Jhon, que, sem notícias do marido, iniciou buscas por conta própria — um retrato do desespero que nenhuma família deveria enfrentar sozinha. Dentro do compartimento do veículo estavam objetos pessoais, como o celular e a chave do carro.

 

A Marinha do Brasil instaurou um inquérito administrativo para apurar as causas do acidente. Enquanto isso, o restaurante da família permanece fechado em sinal de luto, respeito e mobilização.

 

Uma dor que ultrapassa a família

 

Casos como esse levantam questionamentos urgentes sobre segurança no mar, uso adequado de equipamentos, fiscalização e conscientização. Quantas tragédias ainda precisam acontecer para que o lazer não se transforme em pesadelo? O que falta para que prevenção seja prioridade, e não apenas discurso após o fato consumado?

 

A cada hora que passa, cresce a angústia, mas também a solidariedade. Bombeiros reforçam o pedido para que qualquer avistamento de pessoa no mar ou em áreas de costão entre Itapema e Balneário Camboriú seja comunicado imediatamente pelo telefone 193.

 

Esperança, fé e responsabilidade coletiva

 

O desaparecimento de Jhon Pool Pacheco não é apenas uma ocorrência policial. É um alerta social. É o retrato da fragilidade da vida e da responsabilidade que todos temos — poder público, usuários do mar e sociedade — em proteger vidas.

 

E você, acredita que estamos fazendo o suficiente para garantir segurança nos nossos mares e praias?


Comente, compartilhe e ajude essa história a alcançar mais pessoas. A solidariedade também salva vidas.


Foto: Internet


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