QUANDO A CULTURA OCUPA O PARQUE, O POVO RESPIRA: SALVADOR RECEBE FESTIVAL GRATUITO COM GRANDES NOMES DA MÚSICA
- Nilson Carvalho

- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia
Salvador vai começar 2026 mostrando que cultura não é luxo, é direito. A capital baiana se prepara para receber a 4ª edição do Festival do Parque, um evento 100% gratuito, com atrações de peso e uma proposta que vai muito além do entretenimento: ocupar os espaços públicos, democratizar o acesso à arte e devolver o parque ao povo.
Durante três fins de semana de janeiro — nos dias 10 e 11, 17 e 18, 24 e 25 — o Parque da Cidade, no Itaigara, será transformado em um grande palco popular. A partir das 9h da manhã, famílias inteiras poderão circular, curtir atividades culturais e assistir a shows de artistas consagrados e novos talentos da música baiana e nacional.
No line-up, nomes que arrastam multidões e dialogam com diferentes gerações: Banda Eva, Jau, Tomate, Thiago Aquino, Filhos de Jorge, Bailinho de Quinta, além de atrações que fortalecem a diversidade musical como Filipe Escandurras, Klessinha, Jeanne Lima, Ruan Santana, Mamacita, Di Dengo e Uel. E o festival também olha para o futuro: Mundo Bita e Tio Paulinho garantem a alegria da criançada, mostrando que cultura começa desde cedo.
Os shows acontecem em dois pontos estratégicos do parque — o gramado e a Concha Acústica — respeitando a capacidade dos espaços. Isso é organização, é cuidado, é pensar no bem-estar coletivo.
Do ponto de vista social, o impacto é claro: eventos gratuitos como esse reduzem desigualdades, fortalecem a economia criativa, movimentam o comércio local e oferecem lazer de qualidade para quem, muitas vezes, não pode pagar ingressos caros. Em uma cidade marcada por contrastes, o Festival do Parque mostra que é possível fazer política cultural de verdade, onde o povo é prioridade e não plateia secundária.
Mais do que música, o festival é um gesto simbólico: quando o poder público e a iniciativa cultural acertam, quem ganha é a cidade inteira. Salvador pulsa arte, identidade e resistência — e o parque vira território de encontro, alegria e pertencimento.
Que esse exemplo se multiplique. Cultura gratuita não é favor, é investimento social.
E você, vai ocupar o parque ou deixar que ocupem a cultura por você? Comente, compartilhe e marque quem precisa viver esse momento com você!
Foto: Internet







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