“PRESENTE DEPOIS DO FERIADO? AUMENTO DE PEDÁGIO CAI NAS COSTAS DO POVO E ACENDE ALERTA NA BA-099”
- Nilson Carvalho

- 19 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia
Depois do feriado, o povo baiano ganhou um “presente” nada desejado: aumento nas tarifas de pedágio da BA-099, uma das estradas mais movimentadas e estratégicas da nossa região. E não é qualquer reajuste — é mais um peso colocado sobre o ombro de quem já luta todos os dias para sobreviver com salário que mal dá pra encher o carrinho do mercado.
A partir deste sábado (22), o pedágio ficará 5,13% mais caro, reajuste aprovado pela Agerba com base no IPCA. E aí fica a pergunta que ecoa do desabafo de milhares de trabalhadores:
O que mais eles vão aumentar? Porque o salário… esse continua uma miséria.
UM AUMENTO QUE ATINGE DIRETO O BOLSO DO POVO
Se você usa a BA-099 para trabalhar, passear, visitar família ou até socorrer alguém de última hora, prepare-se.
Os valores agora ficam assim:
🚗 Carros e caminhonetes: R$ 9,80 (dias úteis) e R$ 14,70 (fins de semana e feriados)
🚌 Ônibus e caminhões leves: R$ 19,70 a R$ 29,50
🏍️ Motos: R$ 4,90 e R$ 7,40
E assim por diante, aumentando conforme os eixos.
Para quem depende dessa via para acessar regiões turísticas, comunidades, trabalho e serviços essenciais, esse reajuste pesa — e pesa muito.
O POVO PAGA… E O RETORNO?
A Concessionária Litoral Norte (CLN) afirma que o pedágio é usado para manutenção da rodovia, atendimento de emergência e apoio ao motorista. Mas o usuário, o trabalhador, o pai e mãe de família só enxergam uma coisa: a conta sobe, mas a vida não melhora na mesma velocidade.
A BA-099 é linda, turística, movimentada… e cara.
E para quem ganha pouco, cada centavo cobrado vira sacrifício, vira renúncia, vira revolta.
OLHAR DE UM ATIVISTA SOCIAL: QUANDO O POVO GRITA, ALGUÉM ESTÁ OUVINDO?
Não é apenas sobre pedágio.
É sobre prioridades, sobre justiça social, sobre a falta de sensibilidade com quem dá duro de sol a sol.
É sobre governança que lembra de reajustar tarifas, mas esquece de reajustar dignidade.
E o pior é perceber que tudo aumenta — luz, água, comida, gasolina, pedágio — menos o salário do trabalhador, que continua “um fiapo”, insuficiente para sustentar uma família com dignidade.
Enquanto isso, mais um reajuste cai no colo do povo, como quem entrega presente envenenado depois do feriado.
EM LINGUAGEM CLARA: QUEM USA, PAGA. QUEM PRECISA, SOFRE. E QUEM NÃO ESCUTA O POVO, SE OMITE.
Está claro: o aumento não é só matemático, é social.
Ele acende um alerta sobre o que estamos virando: um estado onde o trabalhador paga caro para ir e vir — e ainda agradecer por chegar vivo.
“Tudo aumenta… menos o salário do povo. Até quando vamos carregar sozinho o peso dessas decisões?”
Foto: Internet







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