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Ivete antecipa o Carnaval, sacode o Festival de Verão e prova: a alegria também é um ato social

Desculpa o clichê, mas em Salvador ele é verdade absoluta: já é Carnaval, cidade. E quem deu o primeiro grito foi ela, Ivete Sangalo, que “brocou” no Festival de Verão 2026 e transformou o primeiro dia do evento em um verdadeiro ensaio geral da maior festa de rua do planeta.

 

Ao som de “Vampirinha”, aposta certeira para o hit do Carnaval, Veveta surgiu no palco do Wet Eventos com figurino de vampira sexy, carregando não só música, mas identidade, humor e aquela fuleragem carnavalesca que o povo entende — e precisa. Ivete não canta apenas para animar: ela ativa memórias, emoções e pertencimento.

 

Presente em todas as 26 edições do Festival de Verão, a artista mostrou mais uma vez por que é chamada de “Mainha”. Sua força vai além do entretenimento. Ivete conecta gerações, democratiza o acesso à alegria e reafirma a música como um direito cultural do povo.

 

“É música de Carnaval. A letra é divertida, dançante, não tem erro”, disse a funcionária pública Tatiana Freitas, tentando acompanhar os bailarinos no meio da multidão. “O importante é se divertir e ser feliz”, resumiu, rindo — e resistindo.

 

Quando a música vira respiro coletivo

 

Do palco para a plateia, Ivete criou aquela conexão imediata que só quem entende de gente consegue. Depois de “Vampirinha”, vieram sucessos recentes como “Macetando”, eleita a música mais cantada do Carnaval de 2024, e “Tempo de Alegria”, além dos clássicos da Banda Eva que fizeram o público viajar no tempo.

 

“Hoje estou casada, com filhos, não dá mais pra sair atrás do trio. Mas ouvir essas músicas traz meus antigos carnavais de volta”, contou a advogada Ana Clara Barreto. E é exatamente aí que mora a força social da música: ela atravessa fases da vida, une histórias e devolve ao povo o que o cotidiano duro insiste em tirar — a alegria.

 

Festival que mistura gerações também constrói futuro

 

O Festival de Verão começou mostrando que música não tem idade. Na plateia, jovens e veteranos dividiram espaço, refrões e emoções. No palco, lendas vivas como Caetano Veloso (83) e Ney Matogrosso (84) dividiram holofotes com a nova MPB de Rachel Reis e a energia de Márcio Victor.

 

“Eu adoro Caetano e Ney. Minha filha veio ver Rachel Reis e João Gomes. Está tudo em casa”, disse o bancário Jorge Augusto, resumindo o que políticas públicas de cultura deveriam aprender: quando a cultura é diversa, todo mundo se encontra.

 

O projeto “Dominguinho”, vencedor do Grammy Latino, celebrou o forró e a música nordestina, reforçando a importância de valorizar nossas raízes. O encerramento com Carlinhos Brown fechou a noite como só um mestre da cultura popular sabe fazer.

 

Mais que festa: impacto real para o povo

 

Eventos como o Festival de Verão não são só palco e luz. Eles movimentam a economia, geram empregos temporários, fortalecem o turismo e reafirmam Salvador como capital cultural do Brasil. Quando bem organizados e acessíveis, festivais são ferramentas de inclusão, identidade e desenvolvimento social.

 

O espaço contou com estrutura completa, áreas de descanso, alimentação e camarotes, garantindo conforto e segurança. Mas o maior espetáculo ainda foi ver o povo sorrindo, cantando junto e se reconhecendo na própria cultura.

 

Ivete não antecipou apenas o Carnaval. Ela antecipou um lembrete poderoso: alegria também é resistência, e cultura não é luxo — é necessidade básica.

 

👉 E você, acredita que a música e os grandes eventos podem transformar realidades ou são só diversão passageira?


Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto: Internet


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