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IMBASSAI - Quando a escola falha, quem protege a criança?

Uma denúncia grave e dolorosa chegou à redação do Papo de Artista Bahia envolvendo a Escola da Mata, em Imbassaí, e o que familiares classificam como abandono e negligência no cuidado com uma criança autista. Um relato que atravessa quatro anos, repete erros, expõe fragilidades do sistema público e levanta uma pergunta que ecoa como grito: até quando crianças com deficiência serão tratadas com descaso?

 

Segundo a denúncia, há cerca de quatro anos a mesma criança, então com apenas quatro para cinco anos de idade, sofreu um acidente grave dentro da escola. Na ocasião, durante o horário em que a cuidadora se ausentou para almoçar, o menino ficou sozinho, subiu em um muro e caiu, em um episódio que terminou com atendimento do SAMU ainda dentro da unidade escolar.

 

O tempo passou, mas os erros parecem ter se repetido. Recentemente, durante uma gincana escolar — atividade que, segundo a família, não respeita as limitações motoras e de equilíbrio da criança — o menino voltou a sofrer uma queda, desta vez em uma escorregadeira, sem a presença imediata de uma cuidadora para acompanhá-lo ou socorrê-lo.

 

O atendimento médico foi marcado por demora, transferências entre municípios e a constatação de que a cidade não tinha estrutura adequada para o tratamento necessário. A criança precisou ser operada com urgência, graças à intervenção solidária de pessoas que pediram sigilo. Foram dias de internação, medo e dor — física e emocional — para uma mãe que já carrega o peso de lutar diariamente pelos direitos do filho.

 

Hoje, a situação se agrava ainda mais. A escola afirma estar sem cuidador, após a profissional pedir demissão, e exige que a mãe assuma esse papel. Uma exigência inaceitável e desumana. Mães não são funcionárias do Estado. Mães não podem abandonar suas vidas, casas e responsabilidades para suprir uma obrigação legal do poder público.

 

Além disso, enquanto outras crianças permanecem na escola até o horário regular, o menino autista é liberado antes, pressionando a mãe com ligações constantes para buscá-lo. Isso é inclusão ou exclusão disfarçada?

 

A legislação brasileira garante o direito ao acompanhante especializado para crianças com deficiência na rede regular de ensino. O que está acontecendo em Mata de São João não é apenas uma falha administrativa — é uma violação de direitos.

 

Diante da gravidade do relato, este jornal questiona:


📌 Onde está a Câmara de Vereadores de Mata de São João?

📌 Onde está a Prefeitura?

📌 Onde está o Ministério Público?

 

Optamos por não divulgar imagens, preservando e protegendo a criança. No entanto, reforçamos que o Papo de Artista Bahia está à disposição das autoridades competentes para colaborar com qualquer investigação necessária.

 

Crianças autistas não precisam de pena. Precisam de respeito, cuidado, estrutura e políticas públicas que funcionem. Quando o Estado falha, vidas são colocadas em risco — e o silêncio se torna cúmplice.

 

👉 Compartilhe. Comente. Exija respostas.

✋ Cuidar de uma criança é um dever coletivo. Omissão também é violência.

 

O silêncio também mata.


Por: Jornalista Nilson Carvalho


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