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Explosão de Indignação em Camaçari: Trabalhadores da BYD Enfrentam Bombas, Demissões e a Invisibilidade do Poder!


Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia

 

O que era para ser apenas mais um dia de protesto pacífico virou um cenário de tensão, injustiça e desrespeito na porta da futura fábrica da BYD, em Camaçari. No oitavo dia de paralisação, cerca de 2 mil trabalhadores terceirizados — homens e mulheres que acordam antes do sol para levantar o gigante que promete revolucionar a economia baiana — foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo, escudos e cassetetes.

 

Sim, os mesmos trabalhadores que constroem o progresso foram tratados como inimigos.

 

Vídeos enviados à imprensa mostram policiais militares avançando contra operários que apenas bloqueavam a entrada dos ônibus como forma de pressão. Algo simples: protesto por dignidade. Algo básico: pedido por condições humanas de trabalho. Algo justo: respeito.

 

Mas a resposta veio na forma de violência.

E o silêncio da corporação... esse pesa ainda mais.

 

A pergunta que ecoa é simples:

 

Quem é que está errado: quem luta pelo mínimo ou quem responde ao povo com bombas?

 

Os trabalhadores — terceirizados por ao menos seis empresas — cruzaram os braços desde o dia 2. E não foi por luxo, foi por necessidade: refeitório insuficiente, banheiros em falta, transporte precário, condições inadequadas. A conta não fecha quando o lucro sobe, mas o trabalhador segue invisível.

 

E, para piorar, denúncias de que operários receberam demissões por justa causa via aplicativo, apenas por exporem o que estava errado. Uma prática covarde, ilegal e que tenta calar quem mais precisa ser ouvido.

 

O sindicato reforça: desligar sindicalizados ou candidatos à CIPA fere a CLT.

Mas quando a dignidade vira obstáculo, o poder tenta sempre atropelar.

 

Pequenas vitórias, grandes batalhas

 

Só depois do caos e da pressão social é que algumas demandas foram atendidas:

🚻 Novos banheiros químicos

💧 Bebedouros com água gelada

🚚 Carros-pipa

🔥 Microondas novos

🚌 Ampliação da frota de ônibus interno

 

Mas isso é o mínimo. É o básico. É o que já deveria existir.

 

Ainda faltam reajustes no transporte e na alimentação, avaliação de insalubridade e preço justo no almoço de sábado. Porque quem ergue uma fábrica precisa, no mínimo, ser tratado como gente.

 

E aí, Bahia? Vamos fingir que não vimos?

 

Esse episódio precisa ser lembrado, discutido e compartilhado.

Porque quando o trabalhador é calado, o futuro da cidade silencia junto.

 

E o Papo de Artista Bahia seguirá mostrando aquilo que muitos tentam esconder:

a verdade nua, crua e necessária — mesmo quando ela incomoda os grandes.

 

“Quando a injustiça fala mais alto, o silêncio do povo se torna perigo. Compartilhe para que ninguém tenha coragem de apagar essa verdade.”

 

Foto: Internet


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