DOMINGO DE DESCANSO OU PRATELEIRA FECHADA? A DECISÃO QUE DIVIDE OPINIÕES E PODE MUDAR A VIDA DE MILHARES DE TRABALHADORES
- Nilson Carvalho

- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia
Uma decisão tomada longe das prateleiras, mas que vai impactar diretamente a vida de quem trabalha e de quem consome. A partir de 2026, supermercados e atacados do Espírito Santo vão fechar aos domingos por quase oito meses do ano. A medida, resultado de um acordo entre patrões e trabalhadores, reacende um debate antigo no Brasil: descanso digno ou conveniência a qualquer custo?
Entre 1º de março e 31 de outubro de 2026, as portas dos supermercados capixabas permanecerão fechadas aos domingos. A proposta faz parte de um projeto piloto inspirado em países europeus, onde o comércio dominical simplesmente não existe — e onde o direito ao descanso é tratado como prioridade social, não como luxo.
Para os trabalhadores, o acordo traz ganhos concretos. Além do domingo livre, foi garantido reajuste salarial de 7%, elevando o piso da categoria para R$ 1.650, e a criação de um auxílio-alimentação mensal de R$ 150. Para quem passa anos trabalhando em pé, enfrentando jornadas exaustivas, pressão por metas e pouco tempo com a família, isso representa mais do que dinheiro: é qualidade de vida, saúde mental e dignidade.
Mas nem tudo é consenso. Parte da população teme que o fechamento gere transtornos, especialmente para quem só consegue fazer compras aos domingos. Pequenos comerciantes também observam a mudança com cautela, questionando se haverá impacto na economia local. O próprio acordo prevê que a medida é experimental e poderá ser revista a qualquer momento, desde que haja nova negociação entre as partes.
Importante destacar: shoppings centers não entram na regra e seguirão funcionando normalmente aos domingos e feriados. Durante o verão 2025/2026, os supermercados também poderão abrir, respeitando a exceção prevista no acordo.
Sob o olhar social, a pergunta que fica é direta: até quando o conforto do consumidor vai justificar o sacrifício do trabalhador? Em um país onde milhões vivem sem tempo para a família, para a fé ou para o descanso, a experiência do Espírito Santo pode abrir caminho para um novo modelo — mais humano, mais justo e mais equilibrado.
O fechamento dos supermercados aos domingos não é apenas sobre portas fechadas. É sobre abrir espaço para reflexão, para o convívio familiar e para o reconhecimento de que trabalhador não é máquina.
E você, é a favor ou contra? O domingo deve ser do consumo ou da família? Compartilhe, comente e participe desse debate que mexe com toda a sociedade.
“Nunca se esqueça: cadê os vereadores que prometeram defender o povo e a cultura? O silêncio também é resposta. Fique atento — quem some quando o povo precisa não merece seu voto nem sua confiança.”
Foto: Internet







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