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DIVORCIOU E CASOU DE NOVO NO MESMO TREM: JUSTIÇA SOBRE TRILHOS MUDA VIDAS NO MARANHÃO

Por: Nilson Carvalho

 

Você já imaginou entrar em um trem com pendências do passado e descer dele com a vida resolvida?

 

Foi exatamente isso que aconteceu com a professora Leonildes de Cássia Assis de Sousa, durante uma viagem entre Alto Alegre do Pindaré e Santa Inês. Em menos de uma hora, ela oficializou o divórcio e já saiu com uma nova união estável reconhecida.

 

Não foi mágica. Foi política pública funcionando.

 

A ação aconteceu dentro do Vagão da Conciliação, projeto do Tribunal de Justiça do Maranhão, que leva atendimento jurídico gratuito à população por meio de um trem que percorre o estado.

 

JUSTIÇA QUE VAI ATÉ O POVO

 

Enquanto muitos brasileiros enfrentam filas intermináveis, burocracia sufocante e custos altos para resolver questões simples no papel, o Maranhão colocou a Justiça nos trilhos — literalmente.

 

Leonildes estava separada oficialmente desde 2010, mas o divórcio nunca havia sido formalizado. Desde 2014 vivia um novo relacionamento. Faltava apenas o reconhecimento legal.

 

Quantas pessoas vivem assim?

Separadas na prática, mas presas no papel?

Quantas deixam de regularizar sua vida por falta de dinheiro, tempo ou acesso?

 

Quando o Estado cria iniciativas como essa, os benefícios são claros:

 

✔️ Redução da burocracia

✔️ Atendimento gratuito

✔️ Agilidade nos processos

✔️ Dignidade para quem não pode pagar advogado

 

Isso significa menos processos acumulados, menos conflitos prolongados e mais segurança jurídica para o cidadão comum.

 

MAS É PRECISO IR ALÉM

 

Projetos como o Vagão da Conciliação mostram que é possível aproximar a Justiça do povo. Porém, também escancaram uma realidade: ainda dependemos de ações itinerantes para suprir falhas estruturais de acesso.

 

Por que esse modelo não está em mais estados?

Por que tantas pessoas ainda sofrem anos esperando decisões simples?

Por que a burocracia ainda é um obstáculo para quem mais precisa?

 

Quando o poder público facilita o acesso, ele fortalece famílias, regulariza direitos e evita conflitos maiores no futuro.

 

Justiça acessível não é favor.

É direito.

 

A SOCIEDADE PRECISA COBRAR E PARTICIPAR

 

Quando iniciativas positivas surgem, precisam ser divulgadas, fortalecidas e replicadas. O povo ganha quando o Estado funciona.

 

Mas atenção: quando deixamos de cobrar políticas públicas eficientes, quando não acompanhamos, quando não participamos das discussões, perdemos força.

 

E quando você se omite, vira cúmplice das barbaridades que acontecem ao seu redor. Não se esqueça.

 

Se a Justiça pode andar sobre trilhos no Maranhão, ela pode — e deve — chegar a todos os cantos do Brasil.

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata. Até quando a sociedade vai aguentar esperar por direitos que já deveriam ser garantidos?

 

Foto: Internet


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