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ELA TINHA 23 ANOS E UM FUTURO INTEIRO PELA FRENTE: ATÉ QUANDO A SOCIEDADE VAI SUPORTAR ISSO?


Por: Nilson Carvalho

 

Quando uma estudante de Psicologia sai para trabalhar e não volta para casa, não estamos diante de uma estatística. Estamos diante de um grito.

 

A jovem Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, teve sua vida interrompida de forma brutal em Minas Gerais. O suspeito, Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, confessou à Polícia Militar de Minas Gerais que estuprou e matou a estudante por estrangulamento.

 

Ele estava em regime domiciliar.

 

Sim, você leu certo.

 

Um homem com histórico criminal desde 2003, com registros por estupro, tráfico e roubo, estava fora do sistema prisional. E agora, mais uma família enterra um sonho.

 

NÃO É SÓ UM CRIME. É UM ALERTA SOCIAL.

 

Vanessa trabalhava, estudava, construía seu caminho. Câmeras de segurança registraram seus últimos passos. Depois disso, silêncio. Um silêncio que virou desespero. Um desespero que virou luto.

 

O caso levanta perguntas que doem:

 

Como alguém com histórico de violência sexual volta ao convívio social sem acompanhamento rigoroso?

 

O regime domiciliar está sendo fiscalizado com a seriedade que exige?

 

Quem protege nossas jovens nas ruas?

 

Não se trata de atacar políticas de ressocialização. A ressocialização é necessária. Mas ela precisa ser responsável, acompanhada, monitorada. Quando falha, quem paga é o povo.

 

E, quase sempre, quem paga são mulheres.

 

O PESO DA OMISSÃO

 

Segundo a polícia, o suspeito não demonstrou arrependimento. Sabia que seria preso. Mesmo assim, agiu.

 

A família relatou comportamentos suspeitos.

Houve denúncia anônima.

A polícia agiu.

 

Mas e antes?

 

Quantos sinais foram ignorados ao longo dos anos?

Quantas brechas no sistema permitiram que ele estivesse solto?

Quantas mulheres ainda caminham sem saber que estão vulneráveis?

 

Quando a sociedade se cala, quando trata violência como “mais um caso”, quando não cobra fiscalização, quando não denuncia comportamentos suspeitos, algo grave acontece: a barbárie se normaliza.

 

E quando você se omite, vira cúmplice das barbaridades que estão acontecendo ao seu redor. Não se esqueça.

 

ATÉ QUANDO?

 

Até quando mães vão esperar filhas que não voltam?

Até quando jovens terão seus sonhos interrompidos?

Até quando o medo vai ser parte da rotina feminina?

 

Precisamos falar sobre segurança pública, fiscalização de regimes penais, proteção às mulheres, educação preventiva e responsabilidade coletiva.

 

Isso não é sensacionalismo.

É sobrevivência.

 

Vanessa não é apenas uma manchete.

É símbolo de um sistema que precisa ser revisto com urgência.

 

Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata. Até quando a sociedade vai aguentar essa situação?

 

Foto: Internet

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