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12 HORAS ENTRE A DENÚNCIA E A MORTE: FEMINICÍDIO EM IPIRÁ ESCANCARA FALHAS NA PROTEÇÃO À MULHER

Por: Nilson Carvalho

 

A dor tem nome. Tinha sonhos. Tinha apenas 25 anos.

 

Liliane Bastos Azevedo foi assassinada brutalmente na cidade de Ipirá, apenas 12 horas após registrar denúncia por violência doméstica e solicitar medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.

 

Doze horas.

 

O tempo que deveria representar proteção virou contagem regressiva para a tragédia.

 

Segundo informações, Liliane havia sido agredida e ameaçada pelo companheiro após se recusar a manter relações sexuais. Na madrugada, buscou ajuda. Fez o boletim de ocorrência na Delegacia Virtual. Pediu socorro ao Estado. Pediu proteção.

 

Horas depois, o suspeito retornou à residência e a esfaqueou. A cunhada, que tentou defendê-la, também foi ferida. Quando a Polícia Militar da Bahia chegou ao local, Liliane já estava sem vida.

 

QUANDO A LEI NÃO CHEGA A TEMPO

 

A Lei Maria da Penha é um dos maiores avanços na proteção das mulheres no Brasil. Ela prevê medidas protetivas urgentes, afastamento do agressor e outras garantias.

 

Mas a pergunta que dói é simples e direta:

 

De que adianta a medida protetiva se ela não se transforma em proteção real e imediata?

 

Para quem não entende os trâmites legais, explicamos de forma clara:


A vítima denúncia. O pedido é analisado. O juiz pode conceder a medida. O agressor deve ser notificado e afastado.

 

Mas entre o papel e a prática, existe um tempo.

E às vezes, esse tempo mata.

 

O IMPACTO PARA O POVO

 

Esse caso não é isolado. Ele representa milhares de mulheres que vivem sob ameaça constante dentro da própria casa.

 

Os benefícios da denúncia existem:


✔️ Registro formal do crime

✔️ Possibilidade de prisão preventiva

✔️ Proteção judicial

 

Mas quando a estrutura não é ágil o suficiente, a sensação de insegurança cresce. E cresce o medo de denunciar.

 

E quando mulheres deixam de denunciar por medo de morrer, toda a sociedade adoece.

 

Não é apenas um caso policial. É um alerta social. É uma urgência de políticas públicas mais rápidas, monitoramento eletrônico eficaz, resposta imediata e acolhimento real.

 

A Papo de Artista Bahia e a TVBahi3 manifestam profunda indignação e repudiam qualquer tipo de violência contra a mulher. Não podemos normalizar o feminicídio. Não podemos aceitar que o lar seja cenário de terror.

 

Cada mulher assassinada é um grito que ecoa nas estatísticas — e também na consciência de um país inteiro.

 

A vida de Liliane não pode virar apenas mais um número.

 

Que a dor se transforme em cobrança.

Que a revolta se transforme em mudança.

Que o silêncio nunca seja opção.

 

💬 Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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