DE QUEM É A PRAIA? DO POVO OU DOS ABUSOS?
- Nilson Carvalho

- 5 de jan.
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho.
Indignação toma conta de Jauá e expõe a face cruel da privatização ilegal do lazer popular
A redação do Papo de Artista Bahia recebeu dezenas de denúncias que escancaram um problema grave e revoltante nas praias da Costa de Camaçari, em especial Jauá: preços abusivos, consumo mínimo imposto e tratamento desrespeitoso a quem só quer exercer um direito básico — pisar na areia de uma praia que é pública.
O que deveria ser descanso virou humilhação.
O que deveria ser lazer virou revolta.
Um professor que visitou Jauá não conteve a indignação:
“Acabei de chegar de Jauá e confesso que fiquei decepcionado e indignado. Além dos preços absurdos, as barracas estão cobrando consumo mínimo de R$ 150 a R$ 200. Isso precisa virar reportagem.”
Outro visitante foi ainda mais direto:
“E ainda tem barraqueiro que desdenha da gente, como se a praia tivesse dono.”
A pergunta que ecoa nas areias e nas redes é simples, dura e necessária:
Será que um pai de família precisa ter R$ 150, R$ 200 ou até R$ 250 no bolso para acessar o que já é dele por direito?
Uma senhora de 75 anos, emocionada, falou à nossa redação aquilo que muitos pensam e poucos têm coragem de dizer:
“Isso é um assalto. Nunca mais volto aqui.”
É esse o cartão-postal que Jauá — e a Costa de Camaçari — querem mostrar ao mundo?
Relatos semelhantes chegam de Guarajuba, Itacimirim, Arembepe e Barra de Jacuípe. O roteiro se repete: consumo mínimo, preços fora da realidade do povo e constrangimento explícito a quem não aceita pagar.
O alerta é grave. Hoje é o abuso financeiro. Amanhã, pode ser a agressão física.
Quando o direito é negado, o conflito nasce.
· A praia é pública.
· A areia não tem dono.
· O mar não cobra entrada.
Onde estão as autoridades? A fiscalização precisa ir até o local, conversar com moradores e turistas, verificar de perto. Não é denúncia isolada, é um clamor coletivo.
· 👉 Praia não é mercadoria. Praia é direito.
· 👉 O silêncio legitima o abuso.
Quando o povo é expulso do que é público, a injustiça deixa de ser exceção e vira regra. Até quando vamos aceitar?
Foto: Internet







É um absurdo isso eu que não vou pra lá pra esse lugar pois parece quadrilha tô fora cadê as autoridades que aceitam essa extorsão?