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DE QUEM É A PRAIA? DO POVO OU DOS ABUSOS?


Por: Nilson Carvalho.


Indignação toma conta de Jauá e expõe a face cruel da privatização ilegal do lazer popular

A redação do Papo de Artista Bahia recebeu dezenas de denúncias que escancaram um problema grave e revoltante nas praias da Costa de Camaçari, em especial Jauá: preços abusivos, consumo mínimo imposto e tratamento desrespeitoso a quem só quer exercer um direito básico — pisar na areia de uma praia que é pública.

 

O que deveria ser descanso virou humilhação.

O que deveria ser lazer virou revolta.

 

Um professor que visitou Jauá não conteve a indignação:

 

“Acabei de chegar de Jauá e confesso que fiquei decepcionado e indignado. Além dos preços absurdos, as barracas estão cobrando consumo mínimo de R$ 150 a R$ 200. Isso precisa virar reportagem.”

 

Outro visitante foi ainda mais direto:

 

“E ainda tem barraqueiro que desdenha da gente, como se a praia tivesse dono.”

 

A pergunta que ecoa nas areias e nas redes é simples, dura e necessária:

Será que um pai de família precisa ter R$ 150, R$ 200 ou até R$ 250 no bolso para acessar o que já é dele por direito?

 

Uma senhora de 75 anos, emocionada, falou à nossa redação aquilo que muitos pensam e poucos têm coragem de dizer:

 

“Isso é um assalto. Nunca mais volto aqui.”

 

É esse o cartão-postal que Jauá — e a Costa de Camaçari — querem mostrar ao mundo?

Relatos semelhantes chegam de Guarajuba, Itacimirim, Arembepe e Barra de Jacuípe. O roteiro se repete: consumo mínimo, preços fora da realidade do povo e constrangimento explícito a quem não aceita pagar.

 

O alerta é grave. Hoje é o abuso financeiro. Amanhã, pode ser a agressão física.

 

Quando o direito é negado, o conflito nasce.

 

·         A praia é pública.

·         A areia não tem dono.

·         O mar não cobra entrada.

 

Onde estão as autoridades? A fiscalização precisa ir até o local, conversar com moradores e turistas, verificar de perto. Não é denúncia isolada, é um clamor coletivo.

 

·         👉 Praia não é mercadoria. Praia é direito.

·         👉 O silêncio legitima o abuso.

 

 Quando o povo é expulso do que é público, a injustiça deixa de ser exceção e vira regra. Até quando vamos aceitar?

 

Foto: Internet 


1 comentário


Convidado:
05 de jan.

É um absurdo isso eu que não vou pra lá pra esse lugar pois parece quadrilha tô fora cadê as autoridades que aceitam essa extorsão?

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