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CÉU FECHADO, ALERTA LIGADO: TEMPESTADE AMEAÇA MAIS DE 35 CIDADES DA BAHIA


Inmet emite alerta laranja e expõe a fragilidade de quem vive nas áreas mais vulneráveis do estado


Por: Nilson Carvalho

 

A Bahia entra em estado de atenção máxima. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de tempestade para pelo menos 38 municípios, acendendo um sinal vermelho que não pode ser ignorado. Entre esta segunda-feira (5) e a próxima quarta-feira (7), cidades das regiões centro-sul, sul e extremo oeste podem enfrentar um verdadeiro teste de resistência.

 

Não se trata apenas de chuva. Estamos falando de tempestades com volume intenso, ventos fortes e até granizo, capazes de provocar alagamentos, quedas de árvores, prejuízos na agricultura, interrupções no fornecimento de energia elétrica e riscos diretos à vida da população.

 

Segundo o Inmet, as chuvas podem variar entre 30 e 60 mm por hora, chegando a 100 mm em um único dia. Os ventos podem alcançar até 100 km/h, força suficiente para derrubar estruturas frágeis, destelhar casas e transformar ruas em rios.

 

Quem mais sofre quando o tempo fecha?

 

Sob o olhar de um ativista social, é impossível não apontar uma dura realidade: a tempestade atinge todos, mas castiga principalmente os mais pobres. Comunidades sem drenagem adequada, moradias improvisadas, encostas ocupadas por falta de opção e áreas rurais esquecidas pelo poder público sentem primeiro e sentem mais forte.

 

O alerta do Inmet é uma ferramenta de prevenção, um aviso claro de que é hora de agir antes da tragédia. Mas também escancara a urgência de políticas públicas permanentes de infraestrutura, habitação digna e planejamento urbano. Prevenção não pode ser só discurso em época de chuva.

 

Informação é proteção

 

A orientação é simples, mas vital: evite áreas alagadas, fique atento a sinais de risco, proteja telhados e estruturas frágeis, desligue aparelhos elétricos em caso de instabilidade e siga as recomendações da Defesa Civil local. Ignorar o alerta pode custar caro — e, em alguns casos, custar vidas.

 

A natureza avisa. O problema é quando o aviso não encontra preparo, nem cuidado com quem mais precisa.

 

 Compartilhe esta informação. Alerta não é pânico, é proteção.

E você, vai esperar a água bater à porta ou vai ajudar a espalhar o aviso agora?

 

Foto: Internet

 


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