“Adeus ao Guardião da Nossa História: Tio Bira, o Homem Que Transformou Trabalho em Legado e Amor em Eternidade”
- Nilson Carvalho

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Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia
Hoje, o plano terreno se despede de um gigante.
Ubirajara Xavier Chamusca — o nosso amado Tio Bira — parte deixando um rastro de afeto, sabedoria e uma história que atravessa gerações com a força de um patriarca que nunca se apagará da memória da nossa família.
Integrante da lendária “tribo” de oito irmãos — Jurandir, Ubirajara, Ubiraci, Moacir, Ubiratan, Jandaíra, Iracema e Juraci — Tio Bira carregava nos ombros o brilho da linhagem de nossos avós Heitor Mendes Chamusca, respeitado juiz na Chapada Diamantina, e Adelaide Lisboa Xavier Chamusca.
A herança de honra, princípios e coragem correu firme em suas veias.
Formado em Direito, trilhou uma carreira admirável:
✨ Foi gerente e diretor do antigo Banco Nacional da Bahia, hoje Banco Capital.
✨ Tornou-se referência nacional ao conduzir o banco à posição de maior liquidez do país.
✨ Trabalhou com dedicação até depois dos 80 anos, recebendo o título de bancário com maior tempo de atividade no Brasil — um feito para poucos, honra para muitos.
Mas sua maior obra não foi nos números.
Foi no amor, vivido intensamente ao lado de sua eterna companheira Margarida Mascarenhas Chamusca, com quem escreveu uma história digna de livro — e que, de fato, virou livro. Seus poemas dedicados à amada são provas vivas de que o amor verdadeiro resiste ao tempo, às dores e à vida.
Juntos, criaram uma linda família com 10 filhos naturais e 1 adotivo — Zezinho, Bira, Júlio, André, Emanuel, Lúcia, Lívia, Laíra, Leila e Loise — multiplicando no mundo os valores que os definiram.
Carinhoso, doce, afetuoso e sempre pronto a oferecer apoio moral, confiança e palavras que curavam a alma, Tio Bira foi, e continuará sendo, o abraço que sustentou gerações, deixando um legado de amizade, alegria, trabalho, responsabilidade e amor genuíno.
Hoje choramos a sua partida, mas também celebramos a grandeza da sua existência.
A saudade é imensa — mas é apenas a ponte até o reencontro na eternidade com o nosso eterno patriarca, o querido Chamuscão.
“Quando um patriarca parte, o corpo vai… mas o legado permanece aceso na alma de todos que ele tocou.”
Foto: Heitor Chamusca – Colunista do Papo de Artista Bahia








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