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Urgência: Quando o Verão Vira Medo: 66 Crianças Desaparecem por Dia no Brasil e o Silêncio Também Mata

O verão chegou, as ruas ficam cheias, as praças ganham vida, as crianças ocupam espaços públicos. Mas, junto com o sol e as férias, cresce também uma sombra perigosa: o desaparecimento de crianças e adolescentes. Em 2025, o Brasil registrou 23.919 menores de 18 anos desaparecidos — uma média assustadora de 66 casos por dia, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Um aumento de 8% em relação a 2024.

 

Não é número frio. São rostos, famílias destruídas, mães que não dormem, pais que vivem entre a esperança e o desespero.

 

Quem são as maiores vítimas?

 

Os dados revelam uma realidade dolorosa: mais de 60% das crianças e adolescentes desaparecidos são meninas. Isso escancara vulnerabilidades profundas — violência sexual, exploração, tráfico humano, abandono, negligência e falhas graves na proteção social. Quando falamos de crianças, não existe “caso isolado”. Existe responsabilidade coletiva.

 

A lei é clara. A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas define pessoa desaparecida como todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, independentemente da causa. Ou seja: toda criança desaparecida é uma urgência, não importa o contexto.

 

Quando o desaparecimento vira rotina

 

Casos como o dos irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no Maranhão, mostram como o tempo pesa contra as famílias. As buscas já passam de semanas, enquanto a comunidade se mobiliza e clama por respostas.

 

Ferramentas como o Amber Alert, que utiliza redes sociais como Instagram e Facebook para divulgar informações em um raio de até 200 km, têm ajudado na localização de crianças em risco. Mas tecnologia sozinha não resolve. Ela precisa andar junto com prevenção, políticas públicas e consciência social.

 

Onde o problema é mais grave?

 

Os números variam entre estados, mas a dor é nacional. Roraima lidera as taxas proporcionais, seguido por Rio Grande do Sul e Amapá. Em números absolutos, São Paulo concentra quase 1 em cada 4 casos do país. A Bahia aparece com 3.929 crianças e adolescentes desaparecidos, um dado que não pode ser normalizado.

 

Desaparecimento não escolhe classe social, mas atinge com mais força quem já vive na vulnerabilidade. Falta de políticas públicas, ausência de campanhas educativas contínuas, pouca fiscalização e respostas lentas ampliam o risco.

 

O verão exige mais cuidado — e mais ação

 

É justamente no verão que os casos aumentam. Crianças estão mais expostas, em locais públicos, festas, praias, ruas movimentadas. Cuidado nunca é exagero. Informação salva vidas. Compartilhar também.

 

Não espere acontecer com alguém da sua família para se importar. Cada compartilhamento pode ser o elo que falta para uma criança voltar para casa.

 

Enquanto uma criança desaparece, o país falha. Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto: Internet


1 comentário


Joana D'Arc Lage
há 3 minutos

Excelente abordagem! Muitas crianças desaparecem deixando saudades e um trauma difícil de se superar

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