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Quando o Céu Avisa e o Povo Precisa Agir: chuva forte ameaça a Bahia e expõe feridas antigas

A Bahia amanheceu sob alerta. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de chuva forte para Salvador e mais de 70 municípios baianos, com previsão de acumulados entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm ao longo do dia. Para muitos, pode parecer apenas “mais um dia de chuva”. Para outros, especialmente quem mora em áreas vulneráveis, é sinônimo de medo, insegurança e risco à vida.

 

O alerta é classificado como perigo potencial e aponta baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos. Mas a realidade do povo pobre costuma ser diferente do papel. Onde falta saneamento, drenagem, moradia digna e políticas públicas contínuas, qualquer chuva vira ameaça.

 

Quem sente primeiro os efeitos?

 

Moradores de encostas, áreas alagáveis, comunidades ribeirinhas e bairros sem infraestrutura são sempre os primeiros a sofrer. Basta o céu fechar para a angústia abrir: móveis perdidos, ruas intransitáveis, crianças sem aula, trabalhadores impedidos de sair de casa. A chuva cai para todos, mas o impacto não é igual.

 

Municípios como Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Ilhéus, Itabuna, Santo Antônio de Jesus, Valença, Alagoinhas, entre muitos outros, estão na lista do alerta. Cidades grandes e pequenas, todas com um ponto em comum: a população mais pobre paga o preço mais alto da falta de prevenção.

 

O alerta salva vidas — se for levado a sério

 

Avisos como o do Inmet são fundamentais. Eles permitem que a população se previna, que defesas civis ajam, que gestores públicos se movimentem. O problema é quando o alerta chega, mas a resposta não acompanha. Sem ações concretas, o aviso vira só mais uma notícia esquecida.

 

Benefício real para o povo só existe quando:

 

A informação chega clara e acessível;

 

Há investimento em prevenção e infraestrutura;

 

O poder público age antes da tragédia, não depois;

 

A sociedade cobra, compartilha e não normaliza o descaso.

 

Chuva não mata sozinha. O abandono, sim.

 

Todo ano é a mesma cena: chuva forte, prejuízos, promessas e silêncio. Até quando vamos aceitar que vidas sejam colocadas em risco por falta de cuidado? Prevenir é um ato de gentileza coletiva. Ignorar é escolher quem sofre.

 

Quando o céu dá sinais, o povo precisa de proteção — não de desculpas. Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto> Internet


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