UM MERGULHO QUE TERMINOU EM SILÊNCIO: A MORTE TRÁGICA DO EX-VEREADOR QUE ABALOU A BAHIA
- Nilson Carvalho

- há 2 dias
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Por: Nilson Carvalho
O que era para ser um momento de lazer terminou em tragédia. O ex-vereador de Conceição do Almeida, Almir de Souza Oliveira, conhecido popularmente como Orêa Correria, perdeu a vida neste domingo (15) após bater a cabeça durante um mergulho em um trecho raso de rio, no município de Conde, na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo informações da família, Almir mergulhou sem perceber que o local escondia pedras submersas. O impacto foi fatal. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A causa da morte foi traumatismo craniano. O Departamento de Polícia Técnica realizou os procedimentos legais, e o caso está sob investigação da 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas.
Mas essa notícia vai além de um registro policial.
Ela expõe uma realidade que muitas vezes ignoramos: a falta de sinalização adequada em áreas de banho, a ausência de orientação preventiva e a falsa sensação de segurança que um rio aparentemente calmo pode transmitir. Um segundo de descuido pode custar uma vida inteira.
Quantas famílias precisam chorar para que a prevenção vire prioridade?
Estamos falando de um homem público, conhecido, com história na política local. Mas poderia ser qualquer trabalhador, qualquer pai, qualquer jovem em busca de refresco em um domingo de sol. A dor não escolhe classe social, partido ou posição política.
É preciso transformar luto em alerta.
É preciso transformar tragédia em conscientização.
Rios, cachoeiras e praias exigem respeito. Profundidade precisa ser verificada. Mergulhos em áreas desconhecidas são sempre um risco. Informação salva vidas. Sinalização salva vidas. Campanhas educativas salvam vidas.
A Prefeitura de Conceição do Almeida lamentou a perda e prestou solidariedade à família. Mas a sociedade precisa ir além das notas de pesar. Precisamos cobrar políticas públicas de prevenção, especialmente em áreas muito frequentadas pela população.
Porque quando a prevenção falha, quem paga é o povo.
Que essa tragédia não seja apenas mais uma manchete esquecida na linha do tempo. Que seja um chamado coletivo à responsabilidade.
A vida é frágil. E o silêncio diante da negligência também mata.
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
Foto: internet







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