🚨 PONTE À BEIRA DO COLAPSO: INTERDIÇÃO NA DIVISA BA–MG EXPÕE ABANDONO E DEIXA POVO ISOLADO
- Nilson Carvalho

- há 2 horas
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Por Nilson Carvalho
Quando uma ponte ameaça cair, não é só concreto que racha.
É a rotina do trabalhador. É o caminho da escola. É o sustento da roça.
A Ponte Giruzina, localizada sobre o Rio Buranhém, na BA-283, na divisa entre Bahia e Minas Gerais, foi interditada por risco de desabamento. Segundo a prefeitura de Guaratinga, a medida é preventiva. Mas a pergunta que ecoa nas comunidades é outra: precisou chegar ao risco extremo para que algo fosse feito?
A estrutura, que pertence às prefeituras de Guaratinga (BA) e Santo Antônio do Jacinto (MG), apresenta sinais graves de comprometimento. O tráfego está totalmente proibido. Nenhum veículo passa. Nenhum ônibus escolar. Nenhum caminhão carregado de produção agrícola.
E é aí que o problema deixa de ser técnico e passa a ser social.
🚸 Quem paga essa conta?
A ponte não é apenas uma travessia. Ela conecta o distrito de Buranhém, povoados como Córrego do Trançador e Córrego da Treita, além de Monte e Jucuruçu ao território mineiro.
Ela garante:
Transporte escolar diário
Escoamento da produção agrícola
Acesso a serviços de saúde
Circulação de trabalhadores
Sem ela, o trajeto fica mais longo, mais caro e mais perigoso.
Para o agricultor, significa prejuízo.
Para o estudante, atraso.
Para quem precisa de atendimento médico, risco.
É simples de entender: quando a infraestrutura falha, o povo sofre.
⚠️ Medida preventiva… mas e a prevenção antes do risco?
A interdição foi classificada como preventiva. Porém, não há prazo para início das obras de recuperação.
E aqui entra a reflexão necessária:
Manutenção não é gasto. É investimento.
Infraestrutura não é favor político. É obrigação pública.
Quando se espera a estrutura quase cair para agir, a prevenção já falhou.
🌉 Uma ponte é mais que ferro e concreto
Ela representa desenvolvimento, integração regional e dignidade. Quando uma ponte cai — ou quase cai — revela o quanto áreas rurais ainda são invisíveis para decisões estratégicas.
Se a recuperação for rápida e responsável, pode gerar empregos locais e fortalecer a economia regional.
Se houver demora e descaso, o isolamento pode aprofundar desigualdades e empobrecer ainda mais quem já vive no limite.
Não estamos falando apenas de engenharia.
Estamos falando de vidas.
🔥 Até quando?
Quantas pontes mais precisam interditar para que a manutenção vire prioridade?
Quantas comunidades precisam ser isoladas para que o interior seja lembrado?
O povo não quer promessas. Quer solução.
🗣️ Comente, compartilhe e levante essa discussão. Quando a estrutura pública desaba, quem cai primeiro é o povo. O silêncio também mata.
Foto: Internet







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