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Quando o Silêncio Grita: o caso Daiane Alves e a urgência de proteger vidas invisibilizadas

“A gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.”

 

O Brasil acordou mais uma vez com uma notícia que rasga o peito e expõe uma ferida antiga: o corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro de 2025, foi encontrado em Caldas Novas (GO). O desfecho trágico levou à prisão do síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, do filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, e à condução coercitiva de um porteiro para prestar esclarecimentos.

 

Não é apenas um caso policial. É um retrato cruel de como a negligência, o abuso de poder e o silêncio coletivo podem custar uma vida.

 

O que aconteceu — em linguagem clara

 

Daiane foi vista pela última vez em 17 de dezembro de 2025. Câmeras de segurança mostram seus últimos passos: ela entra no elevador, conversa na portaria e desce ao subsolo do condomínio. Nunca mais voltou. Antes disso, gravou um vídeo angustiante relatando que a energia do seu apartamento havia sido desligada, mesmo com todas as contas pagas. No registro, ela suspeita que alguém estaria “brincando” de desligar o disjuntor.

 

Esse detalhe não é pequeno. Ele aponta para um possível uso indevido de funções dentro do condomínio, um espaço que deveria ser seguro — especialmente para mulheres que vivem sozinhas. A polícia investiga o caso como homicídio, e ainda não divulgou detalhes sobre a localização do corpo nem o teor dos depoimentos.

 

Por que esse caso importa para o povo?

 

Porque Daiane poderia ser qualquer uma de nós. Trabalhadora, longe da cidade natal, cuidando dos próprios negócios, confiando nas estruturas que deveriam protegê-la. Quando um condomínio falha, quando a vigilância vira ameaça, quando o poder se transforma em abuso, o risco deixa de ser individual e passa a ser coletivo.

 

Esse caso escancara a necessidade de:

 

Fiscalização séria em condomínios e prédios residenciais;

 

Transparência e responsabilização de síndicos e funcionários;

 

Protocolos de segurança que protejam moradores, não que os exponham;

 

Escuta ativa às denúncias — especialmente quando partem de mulheres.

 

Ignorar sinais, minimizar relatos, normalizar “problemas recorrentes” é abrir caminho para a tragédia. A ausência de gentileza, cuidado e responsabilidade não faz barulho, mas mata.

 

O papel da sociedade

 

A prisão é um passo. Mas justiça de verdade só existe quando a sociedade decide não silenciar, não relativizar e não esquecer. Compartilhar essa história não é sensacionalismo: é um ato de memória, pressão social e compromisso com a vida.

 

Que o nome de Daiane não seja apenas mais um. Que ele vire alerta, mudança e ação concreta.

 

👉 Enquanto a violência se esconde no silêncio, a nossa voz precisa ecoar mais alto. Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

 

Foto: Internet


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