Mar que Mata: Seis Vidas Perdidas em Menos de 24 Horas Escancaram o Perigo Ignorado nas Praias do Brasil
- Nilson Carvalho

- há 4 horas
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Por: Nilson Carvalho
O que era para ser lazer, descanso e alegria terminou em luto, dor e silêncio. Em menos de 24 horas, seis pessoas perderam a vida por afogamento nas praias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Homens entre 14 e 60 anos morreram em Itanhaém, Praia Grande e Guarujá, revelando uma realidade dura: o mar não perdoa a imprudência, o descaso e a falta de informação.
Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), só no sábado (10) foram 67 pessoas salvas do afogamento — um número que poderia ter sido ainda mais trágico se não fosse a atuação rápida das equipes de resgate. Mesmo assim, cinco vidas se perderam naquele dia. A sexta morte aconteceu na madrugada de domingo (11), fora do horário de atuação dos guarda-vidas.
Quando a solidariedade vira tragédia
Em Itanhaém, a tentativa de salvar um amigo terminou em morte dupla. Um homem de 46 anos entrou no mar para ajudar o companheiro, de 60, que se afogava. Ambos foram resgatados e receberam manobras de reanimação, mas não resistiram. Um gesto de amor que acabou selado pela força imprevisível do mar.
Ainda na cidade, outro caso chocou moradores: um homem desapareceu durante a madrugada após entrar no mar. O corpo foi encontrado pouco depois, já sem vida. O GBMar reforçou o alerta: entrar no mar à noite é extremamente perigoso, pois não há visibilidade, nem postos de guarda-vidas funcionando.
Juventude interrompida
Em Praia Grande, a dor ganhou o rosto da juventude. Um adolescente de apenas 14 anos desapareceu no mar e, mesmo após ser resgatado e levado à UPA, não sobreviveu. Poucas horas depois, um jovem de 21 anos, turista da capital paulista, também perdeu a vida após desaparecer no mar, apesar de uma grande operação de busca com viaturas, embarcações e helicóptero.
Placas ignoradas, vidas perdidas
No Guarujá, um homem de 45 anos morreu ao entrar no mar em uma área claramente sinalizada como perigosa. Três pessoas do mesmo grupo foram salvas, mas ele afundou e só foi encontrado desacordado, vindo a falecer no hospital. Um aviso estava lá. O risco também. Mas a tragédia aconteceu.
O que essa tragédia ensina ao povo?
Esses casos não são apenas estatísticas. São pais, filhos, amigos. Vidas que poderiam ter sido preservadas com mais atenção às placas, respeito às orientações dos bombeiros e políticas públicas mais fortes de prevenção e educação sobre riscos no litoral.
O mar é patrimônio do povo, mas também exige responsabilidade. Ignorar os sinais de perigo, subestimar a força da natureza e entrar no mar em horários inadequados custa caro — custa vidas.
Enquanto isso, famílias choram, comunidades se entristecem e o país segue tratando tragédias anunciadas como fatalidades inevitáveis. Não são.
Fica o alerta, fica a dor e fica a pergunta: até quando vamos normalizar mortes que podem ser evitadas?
Compartilhe, comente e marque quem precisa ler isso. Informação também salva vidas. O silêncio, mais uma vez, mata.
Foto: Internet







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