BAHIA EM ALERTA: O AR SECO QUEIMA, A SAÚDE PEDE SOCORRO E O SILÊNCIO COLOCA VIDAS EM RISCO
- Nilson Carvalho
- há 15 minutos
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho
A Bahia amanheceu sob um alerta que vai além da previsão do tempo — é um aviso direto à vida. Vinte cidades do estado estão sob alerta laranja de perigo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por causa da baixa umidade do ar, que pode variar entre 12% e 20%, índices alarmantes e muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 40% a 60%.
Quando o ar seca, o corpo sente. A pele racha, os olhos ardem, a respiração pesa. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ficam ainda mais vulneráveis. Mas o risco não para aí. O cenário é propício para incêndios florestais, colocando em ameaça o meio ambiente, comunidades rurais, animais e até áreas urbanas.
As regiões mais afetadas ficam no Extremo Oeste e no Vale São-Franciscano, incluindo municípios como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Correntina, Remanso, Santa Rita de Cássia, entre outros. Cidades onde o calor intenso e a ausência de umidade transformam o cotidiano em um desafio diário para quem precisa trabalhar, estudar e sobreviver.
O alerta não é apenas meteorológico — é social e humano. A população mais pobre sente primeiro e sente mais. Falta acesso à informação, a cuidados básicos e, muitas vezes, até à água potável em quantidade suficiente. O que deveria ser tratado como prioridade de saúde pública, muitas vezes é empurrado para o esquecimento.
As orientações são claras: hidratar-se constantemente, evitar atividades físicas nas horas mais quentes do dia, usar hidratantes na pele e umidificar ambientes. Em situações de emergência, a Defesa Civil (199) e o Corpo de Bombeiros (193) devem ser acionados. Mas até quando vamos apenas reagir, em vez de prevenir?
A crise climática já não é uma ameaça futura — ela está acontecendo agora, batendo à porta de quem menos tem. Ignorar esses alertas é aceitar o adoecimento coletivo, a destruição ambiental e a perda de vidas que poderiam ser preservadas com políticas públicas eficazes e consciência social.
Quando o ar seca, a indiferença mata mais rápido.
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
Foto: Internet



