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TARIFA ZERO NA BAHIA: DIREITO DE IR E VIR OU MAIS UMA PROMESSA QUE O POVO ESPERA VIRAR REALIDADE?

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia

 

O que parecia distante voltou com força ao centro do debate público: transporte gratuito na Bahia. Um projeto que propõe a chamada Tarifa Zero para ônibus, metrô e ferry chegou à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e reacendeu uma pergunta que ecoa nos bairros populares, nas periferias e no interior do estado: por que o direito de ir e vir ainda pesa tanto no bolso de quem já tem tão pouco?

 

A proposta, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSol), solicita ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) a realização imediata de estudos técnicos detalhados para viabilizar a gratuidade do transporte público em todo o estado, incluindo os sistemas metropolitano, metroviário e aquaviário. Não se trata ainda da implantação direta, mas de um passo fundamental: estudar com seriedade aquilo que pode mudar a vida de milhões de baianos.

 

Segundo o parlamentar, o modelo atual é excludente. “O aumento permanente das tarifas afasta usuários, piora o serviço e empurra a população para soluções precárias. Transporte público não pode ser tratado como mercadoria; é um direito social”, afirmou. E não dá para discordar: quem depende do transporte público sabe que cada reajuste é um golpe direto no orçamento familiar.

 

 O que está em jogo?

 

A indicação pede que os estudos avaliem:

 

os custos reais do sistema;

 

fontes alternativas de financiamento;

 

a integração entre os modais;

 

e os impactos sociais, econômicos e ambientais da Tarifa Zero.

 

Experiências já consolidadas em mais de 110 municípios brasileiros mostram que o modelo não só é possível, como traz resultados concretos: mais passageiros usando o transporte público, melhoria da frota, geração de empregos, fortalecimento do comércio local, redução da poluição e menos acidentes de trânsito.

 

 Benefício para quem?

 

Para o povo, a Tarifa Zero significa mais acesso à saúde, à educação, ao trabalho e à cultura. Significa permitir que uma mãe não precise escolher entre pagar a passagem ou comprar comida. Que o jovem possa estudar. Que o trabalhador chegue ao emprego sem sacrificar metade do salário em transporte.

 

“A Tarifa Zero amplia o acesso à cidade, garante o direito de ir e vir e faz a economia girar nos bairros populares. É uma medida de justiça social”, reforçou o deputado.

 

 Mas a pergunta que não quer calar:

 

Se funciona em tantas cidades, por que ainda não funciona para todos? Falta vontade política? Prioridade? Coragem de romper com um modelo que penaliza os mais pobres?

 

O debate está lançado. E agora cabe à sociedade acompanhar, cobrar, discutir e decidir se quer continuar pagando caro para se deslocar ou lutar por um transporte público que seja, de fato, um direito e não um privilégio.

 

 E você, acredita que a Tarifa Zero pode transformar a Bahia?


 Comente, compartilhe e marque alguém que precisa entrar nessa discussão.


O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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