ATÉ ONDE VAI A CRIATIVIDADE DO CRIME? ‘BRISADEIRO’ É APREENDIDO NO CARNAVAL E ACENDE ALERTA NO CIRCUITO BARRA-ONDINA
- Nilson Carvalho

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Por: Nilson Carvalho
O Carnaval é festa, cultura e geração de renda. Mas, em meio à multidão e à euforia, também surgem estratégias cada vez mais ousadas do tráfico. Uma jovem de 24 anos foi presa em flagrante no circuito Barra-Ondina, suspeita de vender “brisadeiros” — doces semelhantes ao tradicional brigadeiro, porém preparados com maconha.
A abordagem aconteceu nas proximidades da Avenida Almirante Marques de Leão, na Barra. Segundo a Polícia Civil, após verificação, foi constatado que os doces continham substância ilícita. A ação foi realizada por equipes do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que reforça o policiamento durante o Carnaval.
Mas essa ocorrência vai além de uma prisão.
Ela revela como o tráfico tenta se reinventar, usando formatos aparentemente inofensivos para alcançar consumidores em ambientes festivos. O doce que parece inocente pode esconder riscos à saúde, à liberdade e ao futuro de quem consome — especialmente jovens, muitas vezes sem plena noção das consequências legais e dos efeitos da substância.
É preciso falar sobre isso de forma clara: comercializar drogas, ainda que disfarçadas em alimentos, é crime. E o impacto não é individual. A circulação dessas substâncias alimenta cadeias ilícitas, expõe foliões a riscos e desafia o trabalho das forças de segurança que atuam para manter a festa segura.
Ao mesmo tempo, a discussão precisa ser mais profunda. Por que tantos jovens enxergam no comércio ilegal uma alternativa? Falta oportunidade? Falta informação? Falta política pública eficaz de prevenção e inclusão? Combater o tráfico exige repressão, mas também exige educação, diálogo e caminhos reais para quem está à margem.
Carnaval é liberdade — mas não é terra sem lei.
A prisão é um fato. O alerta é coletivo. Precisamos proteger nossos jovens, orientar nossos filhos e fortalecer políticas que ofereçam oportunidades verdadeiras.
Porque quando o crime se fantasia de doce, o prejuízo pode ser amargo.
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
Foto: Internet







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