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R$ 173 MIL EM DINHEIRO VIVO: QUEM ESTÁ CONTROLANDO A SUA INTERNET NA BAHIA?

Operação Território Livre escancara esquema criminoso que ameaça moradores, empresas e o direito básico à informação na Região Metropolitana de Salvador.




Na manhã desta quarta-feira (11), uma operação policial jogou luz sobre uma realidade que muita gente já sentia na pele, mas poucos tinham coragem de denunciar: o controle ilegal do serviço de internet por facção criminosa na Bahia.

 

Durante a Operação Território Livre, foram apreendidos R$ 173 mil em espécie com um dos investigados apontados como integrante de uma organização ligada ao Comando Vermelho (CV). O dinheiro foi encontrado durante mandados de busca e apreensão em Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari.

 

Mas a pergunta que precisa ecoar é: como isso afeta o povo?


Quando o crime controla a internet, quem paga é você


 

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia e pela Polícia Civil, o grupo criminoso é suspeito de impor ameaças, intimidações e cobranças ilegais a provedores de internet. Em outras palavras: empresas eram pressionadas a pagar para continuar funcionando.

 

E quando há imposição e medo, não existe livre concorrência.


Sem concorrência, o serviço encarece.

Sem liberdade, a qualidade cai.

 

Quem sofre? O morador da periferia, o estudante que depende da internet para estudar, o trabalhador que precisa vender online, a mãe que paga o boleto suado no fim do mês.

Estamos falando de algo que vai além de tecnologia. Estamos falando de direito à informação, à educação e ao trabalho.

 

Território dominado: o perigo invisível

 

As apurações apontam que a organização possui estrutura hierarquizada, divisão de funções e atuação focada no controle territorial e econômico. Isso significa que não é algo improvisado — é um modelo de negócio criminoso estruturado.

 

Quando o crime começa a controlar serviços essenciais, ele não está apenas

vendendo medo. Ele está ocupando espaços que deveriam ser do Estado.

 

E aqui cabe uma reflexão:


Se hoje é a internet, amanhã pode ser o quê?

O impacto social que ninguém pode ignorar


Operações como essa são fundamentais para restabelecer a ordem e proteger o cidadão comum. Porém, também escancaram uma realidade dolorosa: a expansão silenciosa do poder paralelo.


O dinheiro apreendido será analisado e pode fortalecer as investigações. Um dos investigados apontado como liderança segue foragido, com mandados de prisão em aberto.


A ação policial é um passo importante. Mas o combate real exige vigilância, denúncia e participação social.

Porque quando o crime controla serviços básicos, não é apenas uma empresa que perde.

 

É a comunidade inteira que fica refém.


Informação é liberdade


A internet hoje não é luxo. É ferramenta de sobrevivência. É sala de aula, balcão de emprego, palco de artista, voz da periferia.

Permitir que ela seja dominada pelo medo é aceitar o retrocesso.

 

O povo precisa entender: combater esse tipo de esquema não é só prender criminosos. É proteger o seu direito de estudar, trabalhar e se comunicar com dignidade.


E essa discussão não pode morrer depois da manchete.


Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.

 

Por: Nilson Carvalho

Foto: Internet


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