📵 QUANDO O TOQUE DO CELULAR CALA O RESPEITO: POR QUE ESSA LEI NÃO É EM TODO O BRASIL?
- Nilson Carvalho

- 7 de jan.
- 2 min de leitura

Por: Nilson Carvalho
Em tempos em que o celular virou extensão da mão, Petrolina, em Pernambuco, decidiu ir na contramão da falta de respeito e deu um passo ousado: uma lei que proíbe o uso de celulares em locais públicos sensíveis, como hospitais, igrejas e o IML. E não é só atender ligação, não. O aparelho não pode nem ficar no modo silencioso.
A medida pode até parecer rígida para alguns, mas levanta uma reflexão urgente: até que ponto a liberdade individual pode atropelar o respeito coletivo?
Em hospitais, um toque pode quebrar a esperança de quem luta pela vida. Em igrejas, interrompe a fé, o silêncio e a espiritualidade. No IML, fere a dor de famílias que vivem o pior momento de suas vidas.
O que Petrolina fez foi simples e, ao mesmo tempo, revolucionário: colocou o ser humano acima da tecnologia. Em um Brasil onde é comum ver celulares tocando em velórios, cultos, salas de espera médicas e até durante atendimentos de emergência, a pergunta que não quer calar é: por que essa lei não vale para todo o país?
Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de educação, empatia e limites. O celular pode esperar. A dor do outro, não. O respeito ao espaço coletivo não pode ser opcional.
Talvez o maior problema não seja a ausência da lei, mas a normalização da falta de respeito. Quando ninguém fala, tudo continua igual. E quando tudo continua igual, vidas seguem sendo feridas — em silêncio.
Reflita: o seu celular vale mais que o respeito ao próximo?
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
Foto: Internet







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