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Do Inferno à Salvação: A História de Edson, o Homem que Superou a Dor e se Tornou um Terapeuta

Uma Jornada de Superação: Como Edson Mendonça Santos Encontrou a Luz no Meio da Escuridão"

 

Entrevista com Edson Mendonça Santos, Terapeuta e Professor do Instituto VOAR

 

Sou o resultado de um espermatozoide alcoólico do meu pai, com um óvulo codependente da minha mãe. Diz Edson

 

Edson, teve uma infância muito difícil, marcada pela violência e pelo abandono, e conseguiu superar tudo isso.

 

 

Nasci em 14 de fevereiro de 1966

No Zumbi - Ilha do Governador - RJ

 

Naquela época a criança não podia aguar e meus pais molhavam a minha chupeta no copo de cerveja.

Meu pai fumava dois maços de cigarros todos os dias, naquela época ninguém falava o cigarro causava câncer e mata.

 Não se falava que  fumante passivo fuma mais do que o próprio fumante.

 Vivi num verdadeiro inferno, em minha

casa com meu pai alcoólico, minha mãe codependente e meus 4 irmãos.

 Brincávamos muito também e íamos a praia, que naquela época era limpa.

 Meu pai chegava em casa de segunda

a quinta sóbrio e estava tudo bem.

 Ele era um sujeito bom, calado, calmo, tranquilo e não batia em ninguém.

Mas quando chegava as sextas-feiras tudo mudava radicalmente.

 O meu pai chegava em casa alcoolizado era como se estivesse possuído por muitos monstros agressivos e ficávamos apavorados.

O meu pai chegava em casa alcoolizado era como se estivesse possuído por muitos monstros agressivos e

ficávamos apavorados.

 Tínhamos que fugir de casa e íamos

para o quintal, onde meu avô tinha

um galinheiro e lá ficávamos

até o dia amanhecer.

 Foi realmente uma infância infernal com múltiplos abusos físicos, emocionais, verbais e etc...

 Meu pai alcoolizado parecia

possuído por espíritos malignos.

Sofria eu, minha mãe, meus irmãos

e minha única irmã. Diz Edson

 

O terror, o medo, a tristeza eram os principais companheiros de Edson dormiam e acordavam com ele,  ficava a cada dia com mais medo, mais triste, mais tímido e

mais traumatizado., até se  calar completamente: “emudeci”. (Diz Edison)

  

O Desespero!

 

Poderíamos ter sido assassinado

por meu pai alcoolizado.

 Meu pai nunca se lembrava de nada.

Fui crescendo fisicamente, mas cheios de fantasmas que povoavam a minha mente e projetava na parede do meu quarto.

 

Com uns 10 anos comecei a ter apagões, simplesmente sentia que

ia apagar e desmaiava por alguns minutos.

 

O médico falou provavelmente ele esta somatizando, precisamos fazer um eletroencefalograma.

 

E me receitou um remédio o Tegretol.

E disse: ele vai ter que tomar este remédio à vida inteira.

Para evitar convulsão.

Minha mãe me colocou na escola,

me levou no meu primeiro dia e

me disse: quando o sinal tocar

você vem para a porta da escola,

pois venho te pegar.

 

Depois de algum tempo, o sinal tocou fui para a porta, mas a minha mãe não estava lá, comecei a chorar

e imaginei a minha mãe

me abandonou aqui.

 

Vi o sorveteiro o seu Paulo e

perguntei a ele: o senhor viu

a minha mãe?

 

E ele disse: não!

Então realmente eu fui abandonado!

Mas, eu estava enganado era só a hora do recreio. Diz Edson

 

Édson assistiu muitas cenas terríveis.

 Foram muitos traumas gravados

na memória e cravados em seu coração.

 

Na escola eu sempre ficava lá no fundo da sala de aula, com muito medo de todas as pessoas e me escondia.

 Tinha muito medo de apanhar de outros alunos e nunca me

socializava com ninguém.

Mas, admirava a beleza de algumas meninas e mas tinha muito medo de conversar.

 

Fui crescendo e fui experimentando mais bebidas alcoólicas e cigarros.

 

Me deixavam mais soltinho.

 

Experimentei maconha e me apaixonei pela cocaína.

 

Meus irmãos me levaram na escola de samba G.R.E.S União da Ilha e me apaixonei pelos tamborins.

 

Precisava sair de casa, não aguentava mais a minha família.

Meu pai não conseguia ficar limpo

e sóbrio por muito tempo e teve muitas recaídas.

 

Para tentar ajudar ao meu pai

cheguei a frequentar algumas reuniões de AA Alcoólicos Anônimos.

 

Meu pai finalmente conseguiu ficar limpo e sóbrio e agora era eu e meus irmãos os usuários de bebidas alcoólicas e cigarros.

 

Edson queria sair de casa!

 

Encontrei e casei com uma mulher mais velha e experiente do que eu.

No meu primeiro casamento montei minha própria gráfica e minha doença progrediu muito.

 Comecei a usar cachaça e cocaína todos os dias e o casamento acabou em traição.

 

Fui para o segundo casamento agora com uma mulher muito mais jovem e quando o dinheiro acabou também acabou o “amor”.

 

Totalmente drogado por cachaça e cocaína fui morar na rua, nos bancários, próximo a boca de fumo. Chegando ao fundo da fossa, não 

tendo mais pra onde ir, após 6 meses na rua aceitei a ajuda do meu irmão e fui internado em barra mansa.

 

Na Clínica Edson viu o quanto deveria mudar, e ali conseguiu  se superar!

 

Me apaixonei com o trabalho com a saíde mental e principalmente com os adictos.

 Saí da Clinica, fui morar num abrigo para moradores em situação de rua.

 Liguei para a casa da minha tia e pedi que ela pagasse um curso pra mim de conselheiro em dependência química.

 Voltei para Ilha do Governador, onde a minha tia me acolheu.

Fiz o meu segundo curso na Clínica do Doutor Jorge Jaber na Barra da Tijuca, RJ.

 

Trabalhei como acompanhante terapêutico em dependência química.

 

Fui trabalhar no CREDEQ em Campo Grande, que foi uma experiência espetacular.

 

Continuei fazendo vários cursos:

Na Fio Cruz, no Hospital Geral do Exercito, Cursos de Prevenção etc.

 

Trabalhei no SOS VIDA de Cascadura com população de rua e foi fantástica essa experiência.

Casei com o amor da minha vida a Doutora Vera Miranda Psicóloga.

 

Trabalhei também no Espaço Village em Guapimirim da Doutora Ana Café.

 

E na Clínica Psiquiátrica Santa Alice em Piedade, RJ.

 

Após múltiplas experiências e muitos cursos ganhei o título de especialista em adicções.

 

"Eu não consegui superar sozinho. Foi um processo longo e doloroso, mas com a ajuda de Deus, da minha esposa e de muitos profissionais que me apoiaram, eu consegui me reconstruir." Diz Edson 

 

Edson foi um adicto em recuperação e hoje é um terapeuta especializado em adicções. Ele nos conta o que o inspirou a mudar de vida

 

"Eu toquei o fundo da fossa. Estava morando na rua, sem dinheiro, sem família, sem nada. Foi quando eu percebi que precisava mudar, ou morreria."

 

Ele fundou o Instituto VOAR com a sua esposa,  e com um objetivo!

 

"Queremos ajudar pessoas que estão passando por situações semelhantes às que eu passei. Queremos ser uma luz na escuridão, um farol de esperança para aqueles que se sentem perdidos." Diz Edson

 

A dor pode ser um motor para a mudança. Não é fácil, mas é possível superar."

 

“Eu sou um sobrevivente. E você também pode ser."

 

Mais informações @instituto_voar

@institutovoardeensino

 

Fotos: Assessoria de Impressa

Entrevista concedida a Jornalista Angélica Paes

Para o Grupo Papo de Artista Bahia & TVBahia3

Editor e diretor: Jornalista Nilson Carvalho


 

 


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