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🖤 Quando a Confiança Vira Tragédia: o Crime que Expõe o Perigo Invisível da Violência Contra a Mulher

A sala de aula deveria ser um lugar de saber, diálogo e proteção. Mas, em Porto Velho (RO), ela se transformou em cenário de horror. A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, teve a vida brutalmente interrompida por quem ela conhecia, orientava e, segundo a investigação, confiava.

 

Juliana foi assassinada dentro da instituição onde lecionava, atacada com uma faca que, dias antes, teria sido entregue por ela mesma ao aluno que viria a se tornar seu agressor. O detalhe choca, dói e escancara uma realidade cruel: a violência contra a mulher muitas vezes nasce onde menos se espera — na confiança, no afeto e na proximidade.

 

O estudante, de 24 anos, confessou o crime. Disse ter sido tomado por um acesso de raiva ao perceber o distanciamento da professora e ao descobrir que ela pretendia retomar a relação com o ex-marido. Esse relato não é apenas uma confissão; é o retrato de um problema estrutural: a incapacidade de lidar com a frustração transformada em posse, controle e violência.

 

Juliana foi golpeada no tórax, em regiões vitais, e ainda tentou se defender. Mesmo socorrida, não resistiu. Sua morte não foi um “crime passional”, termo que só suaviza a brutalidade. Foi feminicídio — o assassinato de uma mulher motivado por relações de poder, controle emocional e desigualdade.

 

Do ponto de vista social, o caso lança alertas urgentes. Quantas mulheres vivem relações marcadas por sinais silenciosos de perigo? Quantas vezes o ciúme excessivo, a instabilidade emocional e o sentimento de posse são normalizados até se tornarem irreversíveis? Quando falhamos em discutir saúde mental, masculinidade tóxica e violência de gênero, o preço é pago com vidas.

 

Essa tragédia não atinge apenas uma família. Ela atravessa a educação, o sistema de justiça, as universidades e toda a sociedade. Professores, estudantes e mulheres precisam se sentir seguros — e isso só acontece quando o debate sai do silêncio e vira ação. Prevenção, acolhimento, denúncia e educação emocional não são luxo: são urgência.

 

Juliana representava conhecimento, serviço público e compromisso com a sociedade. Sua ausência deixa um vazio que nenhuma sentença judicial consegue preencher. Mas sua história precisa ecoar como alerta e mobilização.

 

✍🏽 Por: Nilson Carvalho

 

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⚠️ O silêncio também mata. Enquanto fingirmos que esses sinais são “exagero”, novas tragédias continuarão acontecendo. Que a indignação vire consciência — e a consciência, atitude.


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