Nem toda candidatura nasceu agora: conheça Estelita Cristo (70771)

Muita gente chega neste período eleitoral cansada. Sem saber em quem confiar, ou já decidida de que nenhum nome vale a pena. É um sentimento honesto, e difícil de culpar. Mas talvez exista algo do outro lado desse cansaço. Uma escolha que não precisa ser feita às pressas, mas que também não precisa ser abandonada.
O que fica quando a escolha é deixada de lado
As cadeiras da Assembleia Legislativa vão ser preenchidas de qualquer forma. A pergunta que fica é apenas quem vai ocupá-las. E talvez valha a pena garantir que, entre esses nomes, esteja alguém que chegou até aqui pela força do trabalho que já realizava, e não apenas pela força de uma campanha de alto custo.
Uma trajetória que já existia antes da campanha
É esse caminho que descreve Estelita Cristo, candidata a deputada estadual pela Bahia, pelo Avante, número 70771. Não se trata de uma candidatura que nasceu agora, mas de uma vida inteira dedicada a fazer o que o poder público muitas vezes não faz: chegar até quem mais precisa.
São mais de três décadas de trabalho em Camaçari, onde ajudou a abrir caminhos para a educação inclusiva, criou metodologias próprias de alfabetização e letramento e coordenou projetos que levaram a cultura afro-brasileira e o combate ao racismo para dentro das escolas, muito antes de o tema virar pauta obrigatória. É doutora em Ciência da Educação, com formação voltada à primeira infância, e sua trajetória foi construída na base, no dia a dia de quem conhece de perto a realidade das escolas, das famílias e dos serviços públicos.
É essa proximidade que faz diferença. Quem passou a vida dentro do sistema sabe exatamente onde ele falha, e o que precisa ser mudado. Não por teoria, mas por experiência.
Quem já cuidou, e já precisou ser cuidada, sabe onde o recurso falha
Estelita passou 12 anos cuidando da própria mãe, que viveu acamada, e mais três anos cuidando do pai, também idoso, até o fim da vida dele. Foram 15 anos de dedicação que adiaram seus próprios planos, inclusive o doutorado, concluído só depois.
O peso desse cuidado cobrou seu preço. Logo após esse período, Estelita sofreu um infarto. Ela conhece os dois lados: o de quem cuida e o de quem precisa ser cuidada. Sabe o que é a exaustão de um cuidador familiar, e sabe também o que é depender de um sistema que nem sempre chega.
Essa vivência, somada à experiência de quem já esteve dentro da gestão pública, mostrou a ela algo que poucos enxergam de perto: muitas vezes o recurso existe, a lei existe, mas não chega a quem precisa.
Por isso, sua proposta não é sobre prometer soluções mirabolantes. É sobre garantir que os recursos que já deveriam existir realmente cheguem até quem precisa, principalmente cuidadores familiares, mães atípicas, pessoas com fibromialgia e à população idosa.
Uma decisão que vale a pena revisitar
Ninguém precisa se convencer de nada às pressas. Mas antes de fechar essa porta, talvez valha um segundo olhar. Não para qualquer nome, mas para quem já tem algo concreto para mostrar. Não é sobre acreditar em promessas. É sobre observar o que já foi feito quando não havia eleição em jogo.
Às vezes, a diferença entre desistir de escolher e escolher com atenção está exatamente nesse detalhe. E escolher com atenção, mesmo em meio ao cansaço, ainda é uma forma de esperança.
Estelita Cristo concorre a deputada estadual pela Bahia com o número 70771.






Comentários