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Liquida Bahia 2025: desconto de até 50% e sorteio de carros, mas o que isso muda na vida do povo?

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Por: Jornalista Nilson Carvalho – Embaixador dos Direitos Humanos e da Cultura | Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro



Entre os dias 29 de agosto e 7 de setembro, a Bahia vai viver mais uma edição da Liquida Bahia, considerada a maior campanha de descontos do varejo no estado. A ação, organizada pela FCDL e CDL, promete produtos com mais de 50% de desconto e o sorteio de três carros zero km para quem gastar a partir de R$ 50 nas lojas participantes.

 

À primeira vista, parece uma oportunidade de ouro: o consumidor compra barato e ainda concorre a prêmios. O comércio ganha fôlego em tempos de queda nas vendas, e os lojistas conseguem esvaziar seus estoques para abrir espaço para novidades. Mas será que essa engrenagem é justa para todos?

 

Os benefícios claros

 

Não podemos negar: a campanha tem pontos positivos.

 

Consumidores encontram produtos com preços mais baixos, algo fundamental em tempos de bolso apertado.

 

Lojistas locais conseguem aumentar o movimento e competir de frente com as grandes redes.

 

A economia baiana se aquece, movimentando o setor em centenas de municípios.

 

Além disso, o sorteio de carros gera expectativa, anima a população e fortalece o sentimento de participação coletiva.

 

Mas e o outro lado?

 

É importante refletir: será que todos realmente se beneficiam dessa festa do consumo?

 

Para o consumidor pobre, muitas vezes o desconto não é suficiente, já que o dinheiro mal dá para a comida do mês.

 

Pequenos comerciantes que não conseguem acompanhar os preços agressivos podem acabar prejudicados, enquanto as grandes redes faturam ainda mais.

 

O incentivo ao consumo imediato pode gerar endividamento para quem compra além do que pode pagar, iludido pela ideia de “aproveitar a promoção”.

 

Ou seja: para alguns, a campanha pode ser solução. Para outros, armadilha.

 

Um olhar social necessário

 

A Liquida Bahia é um retrato do nosso modelo econômico: incentiva o consumo, mas pouco fala sobre educação financeira ou valorização da produção local. Se houvesse mais espaço para artesãos, empreendedores culturais e produtores regionais, a campanha poderia ser também um momento de fortalecer a identidade da Bahia, e não apenas uma vitrine de grandes marcas.

 

O povo precisa, sim, de preços acessíveis, mas também de consumo consciente e de oportunidades reais de crescimento econômico. Do contrário, ficamos apenas aplaudindo carros sorteados e liquidações passageiras, sem resolver os problemas estruturais que fazem tanta gente viver no aperto.

 

Conclusão

 

A Liquida Bahia 2025 será, sem dúvida, uma grande festa para o comércio e para muitos consumidores. Mas cabe a nós, enquanto sociedade, refletir: será que estamos apenas comprando mais barato ou estamos ajudando a construir uma Bahia mais justa, inclusiva e sustentável?

 

 Reflexão final:

 

Promoção de verdade é aquela que dá desconto no preço, mas também acrescenta valor à vida do povo.

 

Compartilhe essa ideia e ajude a despertar novos olhares.

 

Foto: Internet

 

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