“Ela só queria viver” — Caso da atriz agredida a pauladas choca o Brasil e reacende o grito contra a violência doméstica
- Nilson Carvalho
- 7 de ago.
- 2 min de leitura

Por Nilson Carvalho – Jornalista, Embaixador dos Direitos Humanos e da Cultura, Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro
Ela dormia. Ele tentou matá-la.
Essa frase resume, com dor e indignação, o que aconteceu com a atriz Lyu Árisson, conhecida pelo público por seu trabalho na obra baiana “Ó Pai Ó”. No último dia 26, enquanto descansava em casa, Lyu foi brutalmente agredida a pauladas pelo ex-companheiro. Acordou levando golpes na cabeça, teve os braços fraturados, quase foi sufocada. Sobreviveu. E agora, mesmo internada sem previsão de alta, ela se recusa a silenciar.
Esse não é só um caso policial. É um retrato cruel do que milhões de mulheres ainda enfrentam todos os dias no Brasil.
Lyu está internada no Hospital Ortopédico do Estado (HOE), com três pinos no braço. Mas sua força vai muito além da carne ferida. Ela encontrou forças para contar o que viveu e transformar sua dor em denúncia pública — usando as redes sociais como megafone de quem não aceita mais sofrer em silêncio.
A prisão do agressor foi realizada durante a Operação Shamar, uma força-tarefa nacional de combate à violência contra a mulher, com a participação da Polícia Civil, Militar, Técnica e Corpo de Bombeiros. Também foi preso um homem acusado de estupro de vulnerável. A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Como ativista social e defensor dos direitos humanos, não posso e não vou normalizar mais esse cenário absurdo.
Quantas Lyu’s ainda vão ter que lutar pela própria vida dentro da própria casa?
Quantas vão sair de um relacionamento com medo, com ossos quebrados, com traumas eternos?
Quantas ainda não voltaram pra contar?
A prisão do agressor é importante, sim. Mas não basta. O Brasil precisa parar de enxergar a violência doméstica como algo “do casal”.
É um crime. É uma tentativa de feminicídio. É covardia.
É preciso denunciar, proteger, acolher e punir com rigor.
É preciso que a justiça funcione para todas, e não só quando a vítima tem visibilidade.
Se você está sofrendo violência doméstica, não se cale. Procure ajuda. Ligue 180.
"Quem agride uma mulher, ataca toda a sociedade. Que a dor de Lyu não vire estatística — que vire mudança!"
Compartilhe esta matéria! Que o grito de Lyu ecoe por todas as mulheres que ainda não conseguiram falar.
Foto: Internet
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