SEM CULTURA NÃO HÁ POVO, SÓ PODER VAZIO
- Nilson Carvalho

- há 5 horas
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Quando um político não se preocupa com a cultura, ele não deveria estar onde está. Porque quem ignora a cultura não tem compromisso com o povo — tem compromisso apenas com o próprio poder. A cultura não é enfeite de governo, não é gasto supérfluo, não é favor. Cultura é base, é identidade, é raiz, é o que sustenta uma nação de pé quando tudo balança.
Um estado que não valoriza a cultura é um estado pobre em todas as áreas: no turismo, porque não sabe vender sua alma; na educação, porque não forma cidadãos conscientes; na segurança, porque abandona o pertencimento e colhe violência. Onde a cultura é esquecida, o vazio é ocupado pelo medo, pela desigualdade e pela exclusão.
A cultura dá pertencimento ao cidadão. Ela diz: “você importa, sua história importa, seu território importa”. Quando um político não entende que a cultura corre o mundo, gera emprego, movimenta a economia e transforma realidades, ele está no lugar errado — e precisa ser confrontado com essa verdade. Governar sem cultura é administrar ruínas.
O mais perigoso não é apenas o descaso. É o silêncio do povo diante dele. Fingir que cultura não é prioridade é aceitar a pobreza simbólica, social e humana. O silêncio também mata: mata talentos, mata sonhos, mata o futuro de gerações inteiras.
"Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura" – Herbert José de Sousa (Betinho).
E é aí que a gentileza vira ato político. Dialogar, cobrar, denunciar com consciência e humanidade é resistir. Porque, no fim, a gentileza não faz barulho, mas transforma o mundo de quem dá e de quem recebe.
"Um povo sem conhecimento de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raízes" – Bob Marley.
Se a cultura não é prioridade para quem governa, o povo precisa ser prioridade para tirar quem governa.
Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.
Por: Nilson Carvalho







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