🚨 DESACORDADA EM UMA UPA, ESPERANDO POR SOCORRO: ATÉ QUANDO A VIDA DO POVO VAI VALER TÃO POUCO NA BAHIA?
- Nilson Carvalho

- há 6 horas
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Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo
Por: Nilson Carvalho
Chegou à nossa redação um caso que não pode — e não deve — ser tratado como apenas mais um número no sistema. Estamos falando de Dona Maria Cerqueira Marinho, uma mulher que deu entrada em duas UPAs de Salvador e hoje se encontra desacordada na UPA de São Marcos, aguardando regulação sob o nº 4798771.
Desde quinta-feira, ela peregrina pelo sistema de saúde. Sentia forte dor de cabeça, ânsia de vômito e tontura. Foi encaminhada à UPA de São Cristóvão. Lá, recebeu medicação e foi liberada para casa.
No dia seguinte, os sintomas voltaram com ainda mais força. A pressão arterial chegou a 19 por 10 — um nível perigosíssimo, que pode causar AVC, infarto ou outras complicações graves. Foi levada então à UPA de São Marcos.
Medicaram. A pressão não baixou. Medicaram novamente. Nada.
Ela simplesmente adormeceu…
E até agora, não acordou.
Exames de sangue? Normais.
Glicemia? Normal.
Mas ela segue desacordada.
E agora?

O que está acontecendo com a saúde pública?
O que vemos não é um caso isolado. São denúncias constantes de demora na regulação, superlotação, falta de estrutura e omissão. A regulação é o sistema que transfere pacientes para hospitais com mais recursos quando a UPA não consegue resolver o caso. Quando essa transferência demora, o risco aumenta — e muito.
Para quem não entende como funciona:
UPA não é hospital de alta complexidade. Se o paciente precisa de exames mais detalhados, neurologista, UTI ou tomografia urgente, ele depende dessa tal “regulação”. E é aí que muitos ficam esperando… esperando… esperando…
E enquanto o sistema espera, o povo sofre.
Isso é descaso ou colapso?
A pergunta que ecoa nas comunidades é simples:
Se fosse alguém importante, estaria esperando?
Estamos falando de uma mulher desacordada, com histórico de pressão altíssima, aguardando transferência. Cada minuto pode ser decisivo.
Quando a saúde falha, não é só o corpo que adoece — é a confiança do povo que morre junto.
Quem responde por isso?
A Bahia vive uma crise silenciosa na saúde pública. E o silêncio, muitas vezes, é o maior cúmplice.
Quantas “Donas Marias” ainda vão precisar virar estatística?
Quantas famílias vão esperar por uma ligação que nunca chega?
A vida não pode depender da sorte.
Nós, como imprensa popular e ativista, não estamos aqui para atacar — estamos aqui para cobrar. Porque quando o povo grita, alguém precisa amplificar a voz.
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“Você acha que isso está certo?”
Porque quando a gente se cala, o sistema continua igual.
E o silêncio também mata.
Foto/; Internet




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