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🚨 ATÉ QUANDO O ÓDIO VAI TENTAR DECIDIR QUEM PODE AMAR?


Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

Feminicídio.

Machismo estrutural.

Homofobia agressiva.

 

Palavras duras, mas realidades ainda mais cruéis.

 

Chegam à nossa redação denúncias de perseguições contra mulheres que decidiram viver com outras mulheres e contra homens que escolheram viver com seus companheiros. Pessoas sendo vigiadas, ameaçadas, constrangidas — simplesmente por exercerem o direito de amar. feminicídio, machismo estrutural, homofobia agressiva e perseguições doentias contra mulheres e pessoas LGBTQIA+.

 

Isso não é opinião.

Isso é violência.

 

É inadmissível que ainda existam “senhores de engenho modernos” querendo ser juízes da vida alheia, achando que podem controlar corpos, escolhas e sentimentos. A primeira lei da vida é o respeito.

 

Homens que não aceitam o fim.


Homens que não aceitam a liberdade.

Homens que não aceitam que uma mulher escolha viver com outra mulher.

Homens que não aceitam que outro homem viva com seu companheiro.


Isso não é “ciúme”.

Não é “amor demais”.


Quantos casais ainda precisarão viver escondidos por medo da violência de quem se acha juiz da vida alheia?

 

O machismo estrutural não grita apenas nas agressões físicas.


Ele sussurra nas piadas.

Ele cresce na omissão.

Ele se fortalece quando alguém diz: “isso é problema deles”.

 

Não.

É problema de todos nós.

 

Quando uma mulher é perseguida por decidir amar outra mulher, estamos falhando como sociedade.


Quando um homem é agredido por viver com seu companheiro, estamos permitindo que o ódio seja normalizado.

 

A violência nasce na intolerância.

A intolerância nasce na ignorância.

E a ignorância se alimenta do silêncio.

 

Não podemos mais romantizar comportamentos doentios.


Não podemos tratar como “exagero” o que já é ameaça.

Não podemos esperar a próxima manchete sangrenta para nos indignar.

 

A humanidade precisa acordar.

 

Respeito não é favor.

É obrigação.

Amar não é crime.

Perseguir, ameaçar e matar, sim.

Não é “conflito de relacionamento”.

 

É posse.

É controle.


É cultura machista apodrecida que ensina que mulher tem dono e que orientação sexual é provocação.

 

Quantas mulheres ainda precisarão morrer para que a sociedade entenda que feminicídio não começa com a faca — começa com o desrespeito?

 

E quando o ego ferido encontra uma mente violenta, o resultado é tragédia.

Seu direito termina quando o meu começa. E vice-versa.

 

Ninguém tem o direito de descontar nos outros o ódio que carrega pela própria vida mal resolvida. Amor não é provocação. Liberdade não é afronta. Identidade não é crime.

 

O que começa com insultos pode terminar em agressão.

O que começa com perseguição pode terminar em tragédia.

 

Por isso, não se cale.

 

Se você está passando por essa situação, denuncie. Procure a Delegacia, o Ministério Público. Ligue 180 — canal nacional de atendimento à mulher. Busque ajuda. Sua vida importa.

 

E pode contar com a nossa voz.

 

A violência cresce quando encontra silêncio.


Mas recua quando encontra coragem.

 

📢 Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.

Você acha que isso está certo?

 

Porque quando o respeito morre, a humanidade adoece.


E o silêncio também mata.

Foto: GPABA



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