Câncer renal: um inimigo silencioso que ameaça crescer quase 80% no Brasil até 2050
- Nilson Carvalho
- há 11 horas
- 2 min de leitura

Por: Jornalista Nilson Carvalho – Embaixador dos Direitos Humanos e da Cultura | Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acendeu o alerta: até 2050, os casos de câncer renal podem aumentar quase 80% no Brasil. Um número que assusta e que precisa ser compreendido não apenas pelos médicos, mas por toda a sociedade, afinal estamos falando de uma doença silenciosa, traiçoeira e muitas vezes descoberta tarde demais.
Esse crescimento não é por acaso. Está diretamente ligado ao envelhecimento da população, mas também ao estilo de vida que muita gente leva hoje: sedentarismo, obesidade, tabagismo, má alimentação e doenças como hipertensão e diabetes, que funcionam como combustível para o surgimento do tumor.
Por que a gente deve se preocupar?
Porque o câncer renal não dá sinais claros no início. Ele costuma “agir em silêncio” e só mostra seus sintomas quando já está mais avançado. Entre eles estão:
Sangue na urina (às vezes só detectado em exame);
Febre que não passa;
Cansaço constante;
Emagrecimento repentino;
Fraqueza.
Ou seja: quando a gente percebe, pode ser tarde demais.
E o que isso significa para o povo?
Na prática, esse aumento de casos pode significar:
Mais gente sofrendo com a doença sem diagnóstico precoce;
Mais filas nos hospitais e pressão sobre o SUS;
Mais famílias abaladas emocional e financeiramente;
Mais desigualdade, já que os exames mais modernos ainda são inacessíveis para boa parte da população.
O impacto não é apenas individual, mas social. Uma cidade com mais gente doente perde força produtiva, aumenta gastos em saúde e vê sua qualidade de vida cair.
Existe saída?
Sim. A prevenção começa dentro de casa e passa por escolhas que todos podem fazer:
Praticar atividade física regularmente;
Controlar o peso;
Abandonar o cigarro;
Fazer check-ups de saúde;
Estar atento ao histórico familiar.
Quando descoberto cedo, o câncer renal pode ser tratado com cirurgia simples, sem comprometer a vida da pessoa. Mas se for ignorado, o tratamento se torna mais agressivo e doloroso.
O olhar de um ativista social
O problema não é só médico, é também de política pública. O povo precisa de acesso a exames, a programas de prevenção e a informação clara e acessível. Não basta esperar que o indivíduo mude sozinho – o Estado tem obrigação de dar condições, de levar campanhas de saúde até as comunidades e de investir em qualidade de vida.
Porque, se nada for feito, o futuro que nos aguarda é de mais hospitais lotados e famílias sofrendo.
Doença silenciosa só encontra força no silêncio da sociedade. Prevenir e cobrar políticas de saúde é garantir vida. Compartilhe essa informação e ajude a despertar quem ainda não entendeu o tamanho desse risco.
Foto: Internet
Comentários