Cultura de Camaçari: até quando os fazedores de cultura serão ignorados?
- Nilson Carvalho
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Por: Jornalista Nilson Carvalho, Embaixador dos Direitos humanos, Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro (Conselheiro de Cultura)
Boa tarde, Secretaria de Cultura de Camaçari. SECULT
Essa pergunta ecoa não apenas da voz de um conselheiro, mas de toda uma classe que move o coração da cidade: os fazedores de cultura.
O que acontece quando quem dedica sua vida à arte, à música, ao teatro, à dança, à literatura e às expressões populares não encontra retorno da própria gestão que deveria apoiá-los?
É um silêncio que machuca. É como se a cultura – alma de um povo – fosse tratada como detalhe, quando, na verdade, é o que constrói identidade, gera emprego, fortalece turismo e dá esperança às comunidades.
Se perguntamos e não somos respondidos, a dúvida se transforma em desrespeito. Não se trata de ego, mas de direito. Conselheiros existem para representar, cobrar, fiscalizar e construir junto. Quando não há resposta, o diálogo se transforma em monólogo vazio – e quem perde é a cidade inteira.
Será que nossas perguntas não estão claras? Ou será que o problema é justamente a clareza delas, que expõem aquilo que muitos preferem não responder?
Se existe erro, queremos corrigir. Mas se existe omissão, queremos entender: por quê?
A cultura não é favor, é base social. Sem ela, a juventude se perde. Com ela, a juventude encontra caminho. Ignorar os artistas, produtores e conselheiros é fechar os olhos para a força mais viva e transformadora de Camaçari.
Está na hora de dar a resposta que a sociedade espera: qual o lugar da cultura na gestão pública desta cidade?
Quem cala diante da cultura, cala diante da própria história. Nilson Carvalho Escritor
Compartilhe esta pergunta, porque ela não é só dos artistas: é de toda a cidade que quer ser ouvida.
Foto: Internet
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