🚨 CHEGA DE SILÊNCIO: FEMINICÍDIO E CRIANÇAS DESAPARECIDAS — A FERIDA ABERTA DO BRASIL 🚨
- Nilson Carvalho
- há 2 horas
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Quando a dor vira estatística e a impunidade alimenta o medo
Por: Nilson Carvalho
Papo de Artista Bahia & TvBahia3
Não são números.
São mulheres assassinadas dentro de casa.
São crianças que saem para a escola e nunca mais voltam.
O Brasil está adoecido por duas chagas que insistem em sangrar: o feminicídio e o desaparecimento de crianças.
🩸 FEMINICÍDIO: QUANDO O AMOR VIRA SENTENÇA DE MORTE
O feminicídio não começa com o crime.
Ele começa no controle.
No ciúme doentio.
Na agressão psicológica ignorada.
Na denúncia desacreditada.
Quantas mulheres pediram ajuda antes de serem mortas?
Quantas medidas protetivas foram descumpridas?
Quantos sinais foram tratados como “briga de casal”?
Quando uma mulher é assassinada por ser mulher, não é um caso isolado.
É reflexo de uma cultura que ainda normaliza a violência e falha na proteção.
Cada manchete é uma família destruída.
Cada silêncio é uma permissão para o próximo agressor.
🚨 CRIANÇAS DESAPARECIDAS: O PESADELO QUE NÃO ACABA
O desaparecimento de uma criança não termina no dia da notícia.
Ele continua todos os dias.
É uma mãe que não dorme.
É um pai que vive na esperança de um telefonema.
É um quarto que permanece intacto esperando alguém voltar.
E enquanto famílias colam cartazes e imploram por informação, muitos casos esfriam. Investigações demoram. Falta estrutura. Falta prioridade.
A pergunta que ecoa é simples e dolorosa:
Se fosse filho de alguém poderoso, estaria assim?
⚖️ O PAPEL DAS AUTORIDADES
Não basta lamentar.
Não basta fazer campanhas em datas simbólicas.
É preciso:
Investimento real em delegacias especializadas.
Cumprimento rigoroso de medidas protetivas.
Sistemas ágeis de busca para crianças desaparecidas.
Políticas públicas permanentes, não ações de ocasião.
Quando o Estado falha, o criminoso se fortalece.
📢 JORNALISMO QUE NÃO SE CALA
O papel da imprensa não é agradar.
É denunciar.
É cobrar.
É dar nome e rosto às vítimas.
Porque quando transformam vidas em estatísticas frias, a sociedade perde a capacidade de se indignar.
E uma sociedade sem indignação é terreno fértil para a barbárie.
Não podemos normalizar manchetes de morte.
Não podemos aceitar que mães enterrem filhas.
Não podemos nos acostumar com cartazes de “DESAPARECIDO”.
A pergunta é direta:
Você vai continuar rolando a tela…
ou vai ajudar a pressionar por mudanças?
Comente. Compartilhe. Levante essa discussão.
Quem se cala diante da injustiça fortalece o agressor.
E o silêncio, muitas vezes, também mata.
Foto: GPABA
