🚨 BEIJO NEGADO, VIDA CEIFADA: ATÉ QUANDO MULHERES SERÃO MORTAS POR DIZER “NÃO”?
- Nilson Carvalho

- há 1 dia
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Misericórdia… quanta violência, meu Deus.
Na pequena cidade de Campos Altos, em Minas Gerais, mais uma mulher teve sua história interrompida de forma brutal. Priscila Beatriz Assis Teixeira, de 38 anos, foi assassinada com golpes de canivete na porta de casa — diante dos próprios filhos, de apenas 5 e 8 anos.
O motivo?
Ela disse “não”.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar e publicadas pelo jornal Estado de Minas, o suspeito, um jovem de 18 anos, teria ido até a residência da vítima para entregar um celular. Ao tentar beijá-la à força e ser rejeitado, reagiu com violência extrema. Foi preso no dia seguinte e encaminhado ao presídio de Araxá.
Mas a pergunta que ecoa não é apenas sobre o crime.
É sobre a cultura que o alimenta.
❗ Quando o “não” vira sentença de morte
O que estamos vivendo como sociedade?
Desde quando a recusa de uma mulher é vista como afronta? Desde quando o orgulho ferido vale mais que uma vida?
Esse não é um caso isolado. É reflexo de uma estrutura machista que ainda ensina — direta ou indiretamente — que o homem pode insistir, forçar, ultrapassar limites. E quando encontra resistência, parte para a agressão.
O impacto disso vai muito além das manchetes.
Dois filhos crescerão com a memória da mãe sendo assassinada diante dos seus olhos. Uma família foi destruída. Uma comunidade está abalada. E mais uma mulher entra para as estatísticas da violência que insiste em crescer.
⚠️ O que isso significa para o povo?
Quando uma mulher não pode sequer estar na porta da própria casa em segurança, estamos falando de um problema coletivo. Não é só uma tragédia familiar — é uma falha social.
Violência contra a mulher não começa no canivete.
Começa na desvalorização, no desrespeito, na naturalização da insistência abusiva, no silêncio diante dos primeiros sinais.
E o silêncio… também mata.
Se não houver debate nas escolas, nas igrejas, nas casas, nas redes sociais e nas políticas públicas, continuaremos assistindo a histórias como essa se repetirem.
🕊️ Justiça não devolve vidas, mas pode evitar próximas vítimas
É preciso fortalecer políticas de proteção, ampliar campanhas educativas, investir em acompanhamento psicológico e responsabilizar com rigor quem transforma rejeição em crime.
Não podemos aceitar arrependimento como justificativa para a barbárie.
Cada mulher assassinada é um alerta que estamos ignorando.
Você acha que isso está certo?
Quantas Priscilas ainda precisarão morrer para que algo mude?
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🗣️ Levante essa discussão.
Porque quando a sociedade se cala, a violência encontra espaço.
Papo de Artista Bahia – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo.
✍🏽 Por Nilson Carvalho.
Foto: Internet




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