top of page

🚨 Bomba na Bahia: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional barra licença da Ponte Salvador-Itaparica e acende alerta sobre impactos nas comunidades tradicionais

Por Nilson Carvalho


A tão prometida Ponte Salvador-Itaparica, vendida há mais de 16 anos como símbolo de progresso e desenvolvimento, acaba de sofrer um duro freio institucional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) decidiu não dar aval à licença de instalação da obra, apontando falhas graves no relatório apresentado pelo consórcio responsável.

 

E o que isso significa na prática?

 

Significa que, do jeito que está, a obra não pode avançar oficialmente para a próxima fase.

Mas o que está realmente em jogo vai muito além de concreto e aço.

 

⚠️ O que o Iphan encontrou?

 

No Parecer Técnico nº 22/2026, o órgão afirma que o relatório de impacto ao patrimônio imaterial é insuficiente e incompleto. Segundo o Iphan:

 

 

Não há comprovação adequada de consulta prévia, livre e informada às comunidades tradicionais.

 

 

A área de impacto foi reduzida de 16 municípios para apenas 5, o que compromete a análise.

 

 

Faltam medidas claras de mitigação e compensação para proteger bens culturais.

 

 

Em palavras simples:


Não basta construir. É preciso respeitar quem já vive ali.

 

🥁 O que pode ser afetado?


O parecer aponta riscos a manifestações e patrimônios que são a alma da Bahia:

 

 

O samba de roda

 

 

A capoeira

 

 

O ofício das baianas de acarajé

 

 

A Feira de São Joaquim

 

 

A Festa do Bonfim

 

 

O Carnaval de Maragogipe

 

 

As comunidades de terreiro

 

 

As parteiras tradicionais

 

 

Os saveiros da Baía de Todos-os-Santos

 

 

Estamos falando de cultura viva. De identidade. De memória. De sustento de milhares de famílias.


Quando uma obra altera a dinâmica urbana, o turismo, o custo de vida e o uso do território, ela mexe diretamente na sobrevivência dessas tradições.

 

💰 Desenvolvimento para quem?


A ponte é defendida como vetor de crescimento econômico. Pode gerar empregos? Sim. Pode melhorar a mobilidade? Possivelmente.

Mas a pergunta que ecoa nas comunidades é outra:

A que custo?

 

O próprio parecer menciona riscos como:

 

 

Violação de lugares sagrados

 

 

Êxodo de moradores

 

 

Especulação imobiliária

 

 

Aumento no custo de transporte

 

 

Degradação ambiental

 

 

Se não houver planejamento sério e transparente, o progresso pode virar expulsão silenciosa.


E o silêncio, meu povo… também mata.

 

🎯 Promessa antiga, momento estratégico

 

A ponte foi anunciada ainda em 2009, no governo de Jaques Wagner. Agora, com previsão de início das obras para junho de 2026 — poucos meses antes da disputa eleitoral pelo Governo do Estado — o debate volta com força total.

 

Coincidência ou estratégia?

 

Enquanto isso, foi criada a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste, com novos cargos e custos milionários.

 

O governo afirma que acompanha o cumprimento das exigências legais. Já o Iphan foi claro: é preciso complementar a documentação antes de qualquer anuência.

 

📢 O olhar social que não pode ser ignorado

 

Para lideranças e coletivos que representam cerca de 20 mil famílias na área de influência do projeto, o sentimento é de insegurança. O receio é que a ponte avance como promessa política antes que os impactos reais sejam enfrentados com transparência.


Não se trata de ser contra o desenvolvimento.


Trata-se de garantir que o desenvolvimento não atropele os mais vulneráveis.

Progresso de verdade é aquele que inclui — não o que exclui.

 

🔥 Bahia, acorda!

 

Estamos falando de duas décadas projetadas para o futuro do nosso estado. 


A documentação pode ser ajustada, as exigências podem ser cumpridas, mas a pergunta permanece:

Quem está realmente sendo ouvido?

A ponte pode transformar a economia.

Mas também pode transformar vidas — para melhor ou para pior.

O povo precisa entender, participar e fiscalizar.

Porque quando a sociedade se cala, outros decidem por ela.

 

🗣️ Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.


Foto: Internet


  • Youtube
  • Instagram
  • Facebook

©2025 Papo de Artista Bahia - Todos os direitos autorais reservados.​

(71) 98682-7199
bottom of page