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Bahia sob Cerco: Quando o Lar Deixa de Ser Abrigo e a Violência Bate à Porta

Por: Nilson Carvalho

 

A Bahia amanheceu, mais uma vez, ferida. Em Salvador, no bairro de São Gonçalo, uma jovem de apenas 27 anos teve sua casa invadida por homens encapuzados e foi executada a tiros, dentro do espaço que deveria ser sinônimo de proteção, descanso e vida. O crime, ocorrido na manhã desta quarta-feira (7), escancara uma realidade dura, revoltante e cada vez mais comum: a insegurança tomou conta até dos lares.

 

A vítima, identificada como Roberta Tamiles Pereira dos Santos, estava em casa quando dois criminosos chegaram e dispararam sem piedade. O marido presenciou a cena, mas, por circunstâncias ainda desconhecidas, saiu ileso. Ele carrega agora não apenas o trauma, mas o peso de sobreviver a uma violência que deixa marcas profundas e silenciosas.

 

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Departamento de Polícia Técnica confirmou o óbito. O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, não há informações sobre autoria ou motivação do crime — um silêncio que se soma a tantos outros já conhecidos pela população baiana.

 

Sob o olhar de quem luta por justiça social, este não é apenas mais um número nas estatísticas da violência. É o retrato de um estado que falha em garantir o direito básico à vida. Quando homens armados entram numa casa para matar, não é só uma pessoa que morre — morre também a sensação de segurança coletiva, morre a esperança de viver sem medo.

 

A violência descontrolada traz consequências diretas para o povo: famílias destruídas, comunidades traumatizadas, crianças que crescem aprendendo a conviver com o medo. E enquanto as investigações seguem, a população segue refém de uma rotina onde sair de casa — ou ficar nela — pode custar a própria vida.

 

A Bahia precisa de respostas, de políticas públicas eficazes, de prevenção, de presença do Estado onde hoje impera o abandono. Não basta investigar depois que o sangue já foi derramado. É preciso agir antes.

 

 Até quando a Bahia vai enterrar seus filhos dentro de casa?


 Comente, compartilhe e levante essa discussão. O silêncio também mata.


Foto: Internet


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