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🚨 ESQUECIDO NA MADRUGADA: A DOR DE QUEM LUTA PARA VIVER E ENCONTRA O ABANDONO NO CAMINHO

Paciente é deixado para trás após hemodiálise e expõe ferida aberta na saúde pública da Bahia

 

Por Papo de Artista Bahia & Tvbahia3 – A Voz da Cultura e Fiscal do Povo

Por: Nilson Carvalho

 

O que mais precisa acontecer na saúde pública para que a vida seja tratada com respeito?

 

A história de Márcio Brito Costa, de 35 anos, não é apenas mais um caso isolado — é um grito sufocado que ecoa das estradas da Bahia. Um homem que luta três vezes por semana para continuar vivo, enfrentando uma rotina dura de viagens longas e cansativas para realizar hemodiálise. Um tratamento que não é luxo… é sobrevivência.

 

Mas o que deveria ser cuidado virou abandono.

 

Segundo a família, Márcio foi esquecido duas vezes durante a madrugada pelo transporte da prefeitura de Caculé, após retornar de sessões em Guanambi. Cansado, debilitado, com problemas renais, pressão alta e crises convulsivas, ele foi deixado à própria sorte — sentado no chão, no meio da rua, sem assistência, sem dignidade.

 

Imagine a cena:

Um homem fragilizado, após horas de viagem e um procedimento exaustivo, esperando por ajuda… que nunca chega.

O relógio marca 1h da manhã. Tudo fechado. Nenhuma resposta. Nenhum cuidado.

 

Isso não é apenas descaso. Isso é desumano.

 

A família relata que o transporte responsável por levá-lo até sua casa, no povoado de Várzea Grande, simplesmente não apareceu. Em um dos dias, foi preciso contar com carona. No outro, ele teve que dormir na casa de terceiros.

 

E fica a pergunta que não quer calar: se fosse alguém da sua família, você aceitaria isso em silêncio?

 

A hemodiálise é um procedimento vital. Sem ela, pacientes como Márcio não sobrevivem. Mas de que adianta garantir o tratamento e falhar no básico — o transporte seguro, digno e humano?

 

A ausência de resposta da Secretaria de Saúde até o momento só aumenta a indignação. O espaço segue aberto, porque o povo merece explicação. Mais do que isso: merece respeito.

 

Essa situação escancara um problema maior — quando o sistema falha, quem paga o preço é sempre o mais vulnerável. É o cidadão que depende do serviço público, que não tem alternativa, que luta todos os dias para não desistir da própria vida.

 

⚠️ Não se trata apenas de um caso. Trata-se de um alerta. Hoje foi Márcio. Amanhã pode ser qualquer um.

 

A sociedade precisa enxergar: saúde não é favor, é direito.

 

“O silêncio também mata. Quando a voz do povo cala, o descaso fala mais alto.”

 

👉 Comente, compartilhe e levante essa discussão. Você acha que isso está certo?

 

Foto: internet


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