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Babá, Confiança e Dor: Quando Quem Devia Proteger se Torna Ameaça

Um crime que choca, fere a infância e escancara a urgência de vigilância, diálogo e responsabilidade coletiva.

 

Por trás da palavra babá, quase sempre mora a ideia de cuidado, proteção e carinho. É alguém a quem famílias confiam o que têm de mais precioso: seus filhos. Mas, em Feira de Santana, no interior da Bahia, essa confiança foi brutalmente quebrada — e o resultado é mais uma criança ferida, física e emocionalmente.

 

Uma mulher de 43 anos foi presa nesta quarta-feira (4), suspeita de estupro contra uma criança, justamente enquanto exercia a função de babá. Segundo a Polícia Civil, os abusos teriam ocorrido durante o período em que ela estava sozinha com a vítima, responsável direta pelos cuidados da criança.

 

Como se não bastasse a gravidade do crime sexual, as investigações apontam que horas antes da prisão a criança também teria sido agredida fisicamente. As agressões foram registradas por uma babá eletrônica — um equipamento que, neste caso, deixou de ser apenas tecnologia e se tornou prova decisiva. As imagens foram anexadas ao inquérito policial e embasaram o cumprimento do mandado de prisão e de busca e apreensão na residência da suspeita.

 

A mulher foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para exame de lesão corporal e, posteriormente, levada ao Complexo de Delegacias do Sobradinho, onde permanece custodiada, à disposição da Justiça.

 

Enquanto isso, a criança — que jamais deveria carregar esse tipo de trauma — será acompanhada pelo serviço psicossocial do município, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O ECA existe para proteger, mas ele só funciona quando a sociedade não fecha os olhos.

 

A operação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em conjunto com o Núcleo de Investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (NI/DRFR) de Feira de Santana. O trabalho policial mostra que o crime não ficará invisível — mas a pergunta que fica é: quantas situações parecidas ainda permanecem no silêncio?

 

O que esse caso ensina ao povo?

 

Casos como este revelam a importância de:

 

Escolher com critério quem cuida de crianças, buscando referências e acompanhamento constante;

 

Ouvir as crianças, mesmo quando elas não sabem explicar tudo com palavras;

 

Denunciar qualquer sinal de violência, por menor que pareça;

 

Entender que violência infantil não tem gênero, classe social ou rosto definido — ela acontece onde o silêncio permite.

 

Proteger crianças é dever do Estado, sim, mas também é responsabilidade de toda a sociedade. Quando um adulto falha, quando um vizinho se cala, quando alguém “prefere não se envolver”, a violência ganha espaço.

 

👉 Comente, compartilhe e levante essa discussão.

👉 Falar salva vidas. O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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