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🌍 ALERTA GLOBAL: O MUNDO DIANTE DE NOVAS AMEAÇAS INVISÍVEIS — ESTAMOS PREPARADOS PARA 2026?

Por: Nilson Carvalho – Papo de Artista Bahia

 

O mundo mal conseguiu se recompor das cicatrizes deixadas pela Covid-19 e, novamente, o sinal de alerta é acionado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e entidades internacionais de vigilância epidemiológica acendem o alerta máximo para o risco real do surgimento de novas pandemias a partir de 2026. Não se trata de alarmismo, mas de dados, ciência e realidade nua e crua.

 

O avanço acelerado da mobilidade global, aliado às mudanças climáticas, tem ampliado perigosamente o contato entre humanos, animais e vírus antes restritos a regiões específicas. O resultado? Um terreno fértil para que novas ameaças invisíveis ganhem o mundo em velocidade assustadora.

 

 Três vírus no radar mundial

 

Especialistas concentram atenção em três agentes com alto potencial pandêmico: Influenza A, Mpox e Oropouche. Cada um carrega riscos distintos, mas todos têm algo em comum: a capacidade de se espalhar rapidamente e pegar sistemas de saúde despreparados.

 

Influenza A: a velha ameaça que nunca dorme

 

Mutável e imprevisível, a Influenza A continua sendo uma bomba-relógio. Capaz de infectar várias espécies, ela já mostrou seu poder devastador em 2009, com o H1N1, que matou mais de 280 mil pessoas no mundo. Hoje, o subtipo H5N1 segue sob vigilância constante. Ainda não há transmissão sustentada entre humanos, mas a ciência sabe: é questão de tempo se não houver prevenção e monitoramento eficaz.

 

Mpox: o vírus que mudou de comportamento

 

Conhecido como varíola dos macacos, o mpox voltou ao centro das atenções após o surto de 2022. O surgimento do clado I, mais agressivo, fora da África preocupa autoridades. A transmissão sexual ampliou o alcance do vírus, enquanto a baixa disponibilidade de vacinas expõe falhas graves na resposta global à saúde pública.

 

Oropouche: o perigo silencioso vindo dos mosquitos

 

Menos conhecido, mas não menos perigoso, o vírus Oropouche avança silenciosamente pelas Américas. Antes restrito à Amazônia, já foi registrado em países como Bolívia e Cuba. Sem vacina ou tratamento específico, ele expõe principalmente populações mais pobres e regiões com saneamento precário — mais uma vez, os vulneráveis pagando o preço da negligência estrutural.

 

 Vigilância salva vidas — omissão custa caro

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já contabilizou mais de 8 mil casos de Oropouche apenas entre janeiro e julho de 2024. Os números não mentem: sem vigilância, prevenção e investimento em ciência, o mundo caminha novamente para o caos sanitário.

 

A grande pergunta que fica é: aprendemos alguma coisa com a última pandemia? Ou seguiremos reagindo apenas quando o colapso já estiver instalado?

 

Saúde pública não é gasto, é investimento. Informação não é medo, é proteção. O silêncio, mais uma vez, pode ser cúmplice da tragédia.

 

 Comente, compartilhe e levante essa discussão. Porque quando a sociedade se cala, a próxima crise agradece. O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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