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VENENO DISFARÇADO DE LIMPEZA: O PERIGO QUE ENTRA NAS CASAS E MATA EM SILÊNCIO

Casos de intoxicação na Bahia acendem alerta máximo para produtos comuns do dia a dia

 

Por: Nilson Carvalho

 

A Bahia vive um momento de alerta que vai muito além das bebidas adulteradas. Casos de intoxicação por metanol, inclusive com morte confirmada, escancararam um problema ainda maior e mais silencioso: o uso irresponsável e desinformado de substâncias químicas presentes dentro das nossas próprias casas.

 

Enquanto o metanol — altamente tóxico, capaz de causar cegueira e levar à morte — aparece em tragédias envolvendo bebidas adulteradas, outro nome quase idêntico circula livremente no cotidiano: o etanol. Presente em produtos de limpeza, cosméticos, detergentes e sprays, ele parece inofensivo, mas não é.

 

 Cheiro de limpeza não é sinônimo de segurança

 

A cultura do “quanto mais cheiroso, mais limpo” pode estar adoecendo famílias inteiras. Pesquisas mostram que mais da metade dos brasileiros acredita que limpeza só é eficaz quando deixa aroma forte no ambiente. O problema? A inalação desses vapores pode causar falta de ar, crises alérgicas, tontura, confusão mental, irritação nos olhos, na pele e até alterações cardíacas.

 

Especialistas alertam: ambientes fechados, má ventilação e uso excessivo desses produtos criam um cenário perfeito para intoxicações — principalmente em crianças, idosos e pessoas com asma ou alergias respiratórias.

 

Misturar produtos: um erro que pode virar tragédia

 

Outro hábito perigoso é a mistura caseira de produtos de limpeza. Água sanitária com desinfetante, alvejantes concentrados mal diluídos ou o uso indiscriminado de versões “econômicas” e mais fortes podem gerar reações químicas, liberação de gases tóxicos, queimaduras graves e danos irreversíveis à saúde.

 

E atenção: em casos de ingestão acidental, nunca provoque vômito. Isso pode causar lesões ainda mais graves no esôfago e na boca. O correto é diluir com água e buscar atendimento médico imediato.

 

 Quem mais sofre?

 

Trabalhadores da limpeza, donas e donos de casa e profissionais expostos diariamente a esses produtos estão entre os mais vulneráveis. A exposição contínua pode gerar doenças crônicas, como dermatites persistentes e até asma ocupacional.

 

 Informação salva vidas

 

Ler rótulos, respeitar orientações, evitar misturas e reduzir o uso excessivo são atitudes simples que podem evitar sofrimento, internações e mortes. O perigo não está só nas ruas ou nas bebidas clandestinas — ele pode estar escondido embaixo da pia.

 

 Até quando vamos normalizar o risco dentro de casa?

 Comente, compartilhe e leve essa informação adiante.

🚨 O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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