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SEQUESTRO, MEDO E SILÊNCIO: QUANDO NEM O PODER DO DINHEIRO SALVA VIDAS

Por: Nilson Carvalho


Empresário é morto após sequestro durante viagem com a família e o caso expõe a escalada da violência que atravessa fronteiras e assombra a sociedade

 

A violência não escolhe classe social, não pede passaporte e não respeita família. O sequestro e assassinato do empresário José Adrián Corona Radillo, proprietário do Grupo Corona, no México, escancara uma dura realidade que muitos fingem não ver: ninguém está imune quando o crime avança mais rápido que a justiça.

 

José foi sequestrado durante uma viagem com a esposa e os filhos para a região turística de Puerto Vallarta. Em meio ao terror, a família foi poupada, mas ele não teve a mesma sorte. Dias depois, seu corpo foi encontrado em uma cidade do interior do estado de Jalisco. Até agora, nenhum suspeito foi identificado. Mais um crime grave que entra para a estatística da impunidade.

 

O Grupo Corona, sediado em Tonaya, é uma empresa respeitada, especializada na produção de bebidas destiladas como tequila e mezcal, gerando empregos e movimentando a economia local. Ainda assim, isso não foi suficiente para proteger seu fundador da brutalidade do crime organizado.

 

 O que esse caso revela para o povo?

 

Revela que a violência não atinge apenas os “outros”. Ela bate à porta de empresários, trabalhadores, famílias inteiras e destrói sonhos, histórias e futuros. Quando o Estado falha em garantir segurança, todos perdem: quem produz, quem trabalha e quem apenas quer viver em paz.

 

A ausência de respostas rápidas, investigações eficazes e punições exemplares alimenta o ciclo do medo. O silêncio da sociedade, muitas vezes por cansaço ou descrença, acaba fortalecendo os criminosos. E quando o medo vence, a violência governa.

 

Esse caso não é apenas uma tragédia familiar. É um alerta social. Enquanto vidas continuam sendo ceifadas e crimes ficam sem solução, cresce a sensação de abandono e insegurança que atravessa países e fronteiras — inclusive chegando ao Brasil.

 

Reflexão final:

Quando a violência vira rotina e o silêncio se torna regra, a próxima vítima pode ser qualquer um de nós. Falar, denunciar e cobrar justiça é um ato de sobrevivência coletiva.

 

 Comente, compartilhe e levante essa discussão.

 O silêncio também mata.

 

Foto: Internet


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